Bebidas açucaradas aumentam risco de cálculos renais

Estudo publicado no “Clinical Journal of the American Society of Nephrology”

20 maio 2013
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O consumo de bebidas açucaradas e de ponche está associado com um maior risco de formação de cálculos renais, vulgarmente conhecidos como pedras nos rins, sugere um estudo publicado no “Clinical Journal of the American Society of Nephrology”.
 

Habitualmente os pacientes com cálculos renais são aconselhados a consumir grandes quantidades de líquidos para evitar uma futura formação de cálculos. “Verificámos que a relação entre a quantidade de líquidos ingeridos e a formação de cálculos renais pode ser dependente do tipo de bebida consumida”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Gary Curhan.
 

Neste estudo, os investigadores do Brigham and Women's Hospital, nos EUA, contaram com a participação de 194.095 indivíduos, os quais foram acompanhados ao longo de uma média de oito anos. Os participantes foram convidados a preencher, a cada dois anos, questionários relativos à sua história médica, estilo de vida adotado e medicação. As questões relacionadas com a dieta foram atualizadas a cada quatro anos.
 

O estudo apurou que os participantes que consumiam uma a duas porções de refrigerantes açucarados por dia tinham um risco 23% maior de desenvolver pedras nos rins, comparativamente com aqueles que bebiam menos de uma porção por semana. Este tipo de associação também se aplicou ao consumo de outras bebidas açucaradas como o ponche.
 

Os investigadores também verificaram que o consumo de outras bebidas como café, chá e sumo de laranja estava associado a um menor risco de formação de cálculos renais.
 

De acordo com os autores do estudo, estes resultados confirmaram que, de facto, algumas bebidas estão associadas com um menor risco de formação de cálculos enquanto outras aumentam o risco. “Apesar de um elevado consumo total de fluidos reduzir o risco de formação de cálculos renais, esta informação sobre as bebidas pode ser útil para os médicos que procuram implementar estratégias para reduzir o risco de desenvolvimento desta condição nos seus pacientes”, conclui, um dos investigadores do estudo, Pietro Manuel Ferraro.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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