Bebidas açucaradas associadas a aumento da gordura visceral

Estudo publicado na revista “Circulation”

15 janeiro 2016
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A ingestão de bebidas açucaradas está associada a um aumento de um tipo específico de gordura que pode afetar o risco de desenvolvimento da diabetes e doença cardíaca, sugere um estudo publicado na revista “Circulation”.

 

Os investigadores do Instituto Nacional do Sangue, Coração e Pulmões, nos EUA, demonstraram que havia uma correlação entre um maior consumo de bebidas açucaradas e um aumento da gordura visceral nos indivíduos de meia-idade.
 

A gordura visceral acumula-se em torno de vários órgãos internos importantes como o fígado, pâncreas e intestinos. Este tipo de gordura afeta o funcionamento das hormonas e acredita-se que desempenhe um papel importante na resistência à insulina, podendo aumentar o risco de diabetes tipo 2 e doença cardíaca.
 

Para o estudo os investigadores, liderados por Caroline S. Fox, contaram com a participação de 1.003 indivíduos com uma média de 45 anos, metade dos quais eram mulheres. Os participantes foram convidados a responder a questionários e foram submetidos a tomografias computadorizadas, no início e no final do estudo, para medição das alterações de gordura.
 

Os indivíduos foram agrupados em quatro categorias: os que não consumiam bebidas açucaradas; os que bebiam ocasionalmente (uma vez por mês ou menos de uma vez por semana); os que bebiam frequentemente (uma vez por semana ou menos de uma vez por dia); e aqueles que bebiam pelo menos uma bebida açucarada diariamente.
 

Ao longo de um período de acompanhamento de seis anos e tendo em conta idade, sexo, atividade física, índice de massa corporal dos participantes e outros fatores, os investigadores constataram que a gordura visceral aumentou: 658 centímetros cúbicos para aqueles que não consumiam bebidas açucaradas, 649 centímetros cúbicos para os que bebiam ocasionalmente, 707 centímetros cúbicos para os bebiam frequentemente e 852 centímetros cúbicos para aqueles que bebiam diariamente.
 

Apesar de ainda não se saber ao certo qual o mecanismo que está envolvido, na opinião de uma das autoras do estudo, Jiantao Ma, é possível que os açúcares adicionados contribuam para a resistência à insulina, desequilíbrio hormonal que aumenta o risco de diabetes tipo 2 e doença cardíaca.
 

“A nossa mensagem para os consumidores é que adotem as orientações dietéticas atuais e que estejam conscientes da quantidade de bebidas açucarada que ingerem. Para os decisores políticos, este estudo acrescenta mais dados ao crescente corpo de investigação que sugere que as bebidas açucaradas pode ser prejudiciais para a saúde”, conclui Caroline S. Fox.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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