Bebés prematuros: licença de maternidade deveria ser alargada

Declarações da Associação Portuguesa de Apoio ao Bebé Prematuro

21 novembro 2011
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A licença de maternidade das mães de bebés prematuros deveria ser alargada, de acordo com a associação XXS.
 

Uma das fundadoras da XXS – Associação Portuguesa de Apoio ao Bebé Prematuro, Paula Guerra, revelou à agência Lusa que os bebés prematuros ficam menos tempo internados e “custam menos dinheiro ao Estado” quando têm acompanhamento permanente das mães.
 

“Defendemos há anos que o período de licença de maternidade no caso dos bebés prematuros deve ser alargado. Actualmente o tempo de licença é o mesmo. Por vezes, as mães dos prematuros interrompem a licença e colocam baixa de assistência à família (30 dias por ano) mas não chega”, ressaltou.
 

Muitas mães vão trabalhar mais cedo porque não querem ver os seus ordenados reduzidos e isso prejudica, por vezes, a evolução favorável do bebé. “Estudos efectuados na Suécia apontam para um menor tempo de internamento devido ao contacto permanente com a mãe. No caso da Suécia, as mães permanecem internadas até o bebé ter alta”, acrescentou Paula Guerra.
 

De acordo com Paula Guerra, além desta aproximação dos pais ao bebé e dos apoios sociais e financeiros, ”há também muito trabalho a fazer em parceria com os profissionais de saúde no sentido de informar as futuras mães para os cuidados que devem ter com o acompanhamento da gestação e também alertar as empresas para a necessidade de as gestantes terem uma gravidez tranquila e seguirem as rotinas médicas ”.
 

Um em cada dez bebés nasce prematuro na Europa, uma taxa que segundo a directora do Serviço de Neonatologia da MAC, Teresa Tomé, tem vindo a subir nos últimos anos nos países industrializados.
 

“Em Portugal, a taxa de pré-termo é de cerca de nove por cento e tem vindo a aumentar nos últimos anos”, revelou à agência à Lusa Teresa Tomé, acrescentando que entre as causas para o aumento dos bebés prematuros podem estar o stress, gravidez antes dos 18 ou depois dos 35 anos, falta de acompanhamento adequado da gestação, uma maior patologia na gravidez e na gravidez múltipla por procriação medicamente assistida.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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