Bebés prematuros: hospital de Aveiro faz visitas domiciliárias

Visitas ajudam pais dos bebés

23 dezembro 2014
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O Centro Hospitalar do Baixo Vouga realiza visitas domiciliárias de Neonatologia para ajudar os pais de bebés prematuros, os quais se sentem apreensivos após a alta dos seus filhos.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que o objetivo é assegurar a continuidade de cuidados, após a alta hospitalar, em articulação com os Cuidados de Saúde Primários, permitindo “altas precoces” e fazendo diminuir as “visitas” ao Hospital, depois de as crianças irem para casa.
 

A Visita Domiciliária de Neonatologia, criada em 2008, a título experimental e apenas no concelho de Aveiro, estende-se agora à área de abrangência do Centro Hospitalar do Baixo Vouga, em articulação com os centros de saúde e unidades de saúde familiar, deixando os pais mais informados e descansados.
 

“Para nós, a visita domiciliária ao recém-nascido prematuro reveste-se de extrema importância, pois através desta prática pode-se assegurar a continuidade de cuidados e fornecer aos pais todo o apoio que necessitam”, disse a diretora da Pediatria do Hospital de Aveiro, Maria do Céu.
 

Esta é uma ação voltada para a família, em que se empenham os profissionais de saúde, com o objetivo de melhorar a qualidade dos serviços prestados.
 

“É inquestionável a necessidade que as famílias têm, aquando da alta para o domicílio, na garantia da continuidade de cuidados com segurança, o que podem obter com a nossa visita domiciliária”, refere a diretora.
 

A agência Lusa acompanhou Ana Carolina, enfermeira na unidade de prematuros do Hospital de Aveiro, e Paulo Ribeiro, enfermeiro na Unidade de Saúde Familiar de Albergaria-a-Velha, numa dessas visitas, no caso a dois gémeos prematuros.
 

A equipa encontrou-se para ir a casa de Halyna Tolstykh, uma jovem imigrante que deu à luz dois rapazes após 27 semanas de gestação e que, após o regresso ao lar, estava ansiosa pela chegada dos enfermeiros. “As crianças encontram-se bem. Trata-se de uma mãe muito competente, com bebés muito prematuros, que nasceram com 27 semanas de gestação, quando o normal é de 38 a 40, e é óbvio que havia algum receio, mas nota-se que é uma mãe muito competente nos cuidados, o que nos deixa muito contentes”, disse à Lusa a enfermeira hospitalar.
 

O estado de saúde foi considerado normal para bebés prematuros e foi concluída mais uma visita que serviu para Ana Carolina fazer “a passagem de testemunho” ao colega do Centro de Saúde e familiarizá-lo com o caso.
Paulo Ribeiro, enfermeiro na USF de Albergaria-a-Velha, recebe a responsabilidade do acompanhamento, que passa a estar mais próximo.
 

“É uma fase nova e temos de acompanhar estas crianças e a família e é sempre mais fácil se tivermos esta passagem. O contacto é permanente e é muito mais confortável para a família saber que a qualquer momento pode contar connosco”, conclui.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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