Bebés portugueses têm relações de pouca confiança com os pais

Ligações influenciam comportamento adulto

12 junho 2005
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Os bebés portugueses têm relações de pouca confiança com os pais, segundo um estudo da psicóloga e investigadora Marina Fuertes, que defendeu a tese na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.
 

 

Traduzido em números, a investigadora avaliou meia centena de bebés prematuros, logo aos três meses e com um ano de idade e constatou que apenas um terço das crianças observadas mantinham relações de confiança com as mães. As 49 crianças que Marina Fuertes observou aos três meses voltaram a ser vistas aos 12. Nessa altura, os comportamentos mantinham-se. Segundo a investigadora, há trabalhos anteriores que permitem concluir que seis em cada dez meninos mantêm, aliás, a mesma personalidade até aos 12 anos.
 

 

Para a psicóloga - que faz parte de um grupo internacional, liderado pela psicóloga norte-americana Patricia Crittenden, do Instituto de Relações Familiares de Miami - os 33 por cento de bebés «seguros» são um número preocupante. Noutros estudos é possível observar que a percentagem de bebés «seguros» é bem superior à do estudo português: entre 45 e 58 por cento. E à partida, segundo a investigadora, esta insegurança vai reflectir-se para o resto da vida nas suas relações pessoais, mas também na escola e até no mundo do trabalho.
 

 

Fonte: Público
 

 

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