Bebés podem ser similares à nascença?

Estudo publicado na revista ”Lancet Diabetes & Endocrinology”

09 julho 2014
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Os bebés do mundo inteiro poderiam ter um crescimento uterino e um tamanho similar à nascença, caso as suas mães fossem saudáveis, tivessem formação e estivessem bem alimentadas, sugere um estudo publicado na revista ”Lancet Diabetes & Endocrinology”.
 

A nível mundial existem grandes disparidades no tamanho médio dos bebés à nascença. Um facto que tem consequências significativas na saúde futura, uma vez que os bebés pequenos para a idade gestacional encontram-se desnutridos e enfrentam consequências graves de saúde, a curto e a longo prazo.
 

Estudos anteriores tinham sugerido que a raça e a etnia são em grande parte responsáveis pelas diferenças de tamanho dos bebés que nascem em diferentes populações e países. Contudo, este estudo levado a cabo pelos investigadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, mostrou que raça e a etnia não são os fatores principais. Na verdade, os fatores que têm mais peso são a educação, a saúde e o estado nutricional das mães, assim como os cuidados recebidos ao longo da gravidez.
 

De forma a chegarem a estas conclusões, os investigadores, liderados por Stephen H Kennedy, contaram com a participação de 60.000 grávidas oriundas do Brasil, China, Índia, Itália, Quénia, Oman, Reino Unido e EUA. O crescimento uterino foi monitorizado através de ecografias, as quais foram realizadas desde o início da gravidez até ao momento do parto. O comprimento e a circunferência da cabeça de todos bebés foram medidos à nascença.
 

O estudo apurou que apenas 4% das diferenças encontradas no crescimento fetal e no tamanho à nascença dos bebés podem ser justificadas pelas diferenças entre as populações incluídas do estudo. Por outro lado, os investigadores constataram que, se houvesse uma melhoria em termos de educação, saúde e nutrição das mulheres em todo o mundo, a saúde dos bebés melhoraria durante toda a vida, ao longo da próxima geração.
 

“Atualmente, não somos iguais à nascença. Mas podemos ser. Podemos criar um início similar para todos, caso as mães tenham uma boa formação, estejam bem nutridas, tratando as infeções e sendo submetidas aos cuidados pré-natais necessários”, conclui, o primeiro autor do estudo, José Villar.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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