Bebés muito prematuros têm maior risco de autismo

Estudo publicado no “Journal of Pediatrics”

19 fevereiro 2010
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Os bebés extremamente prematuros apresentam um risco elevado de perturbações do espectro do autismo (PEA), revela um estudo publicado no “Journal of Pediatrics”.

 

Os avanços médicos na área da neonatologia fazem com que cada vez mais sobrevivam bebés mais prematuros e com mais baixo peso.

 

No estudo, da University College London, foram avaliadas 219 crianças nascidas antes da 26ª semana de gestação. Entre estas crianças, 8% reuniam os critérios de uma perturbação do espectro do autismo (PEA) aos 11 anos, em contraste com os 0% registados no grupo de controlo, composto por 153 crianças nascidas no final do tempo.

 

A taxa de PEA foi muito maior do que a registada na população em geral, a qual é, segundo os especialistas, de entre um a nove casos por cada mil nascimentos.

 

Os resultados mostram que existe um risco muito maior de PEA nos muito prematuros, especialmente em crianças que apresentam outros problemas, segundo dá nota o líder da investigação, Neil Marlow, em comunicado enviado à imprensa.

 

Por exemplo, 56 crianças do grupo de prematuros extremos não apresentavam alterações cognitivas nem de aprendizagem quando a equipa os avaliou aos 6 anos, nem tão pouco reuniam os critérios para o diagnóstico de PEA aos 11 anos. Contudo, entre as 34 crianças que aos 6 anos de idade apresentavam uma alteração cognitiva de moderada a grave, 6 (18%) foram diagnosticadas com a doença aos 11 anos.

 

A maioria das crianças com PEA foi diagnosticada com autismo clássico, 3 receberam o diagnóstico de perturbação generalizada do desenvolvimento, sem especificação, a qual incluiu só algumas características de autismo. Nenhuma das crianças apresentava síndrome de Asperger.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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