Bebés: Infecções hospitalares matam 20 vezes em países pobres

Falta de higiene e falhas no atendimento conduzem à morte

30 março 2005
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Os bebés nascidos em hospitais nos países em desenvolvimento têm um risco 20 vezes maior de contraírem infecções hospitalares, comparados com os que nascem em países ricos, segundo um estudo publicado no jornal The Lancet. De acordo com investigadores da Universidade Aga Khan, no Paquistão, as causas são a faltas de higiene nas salas de parto e o atendimento pós-natal.
 

 

Até 70 por cento das infecções neo-natais são resistentes a antibióticos, segundo o estudo. E as mortes neo-natais correspondem a um terço da mortalidade infantil no mundo. Nos países em desenvolvimento, as infecções durante a gravidez e depois do nascimento matam 1,6 milhão de bebés nos países por ano. No sul da Ásia e na África Sub-saariana são registadas 75 por cento dessas mortes.
 

 

Os investigadores dizem que as práticas anti-higiénicas nos hospitais aumentam as possibilidades de os bebés contraírem essas infecções. Em alguns casos, três bebés dividiam um mesmo berço e apenas um ou dois enfermeiros estavam encarregados de cuidar dos berçários com 60 camas.
 

 

A equipa avaliou 62 estudos feitos na Ásia, África e América Latina. A incidência de infecções na circulação, contraídas em hospitais, é 20 vezes maior em países em desenvolvimento do que o máximo dos cinco por mil registados em países industrializados.
 

 

Muitas infecções são causadas por Staphylococcus aureus resistentes a antibióticos. As fontes dessas infecções incluem tubos de alimentação, cateteres, incubadoras e colchões.
 

 

No entanto, segundo os cientistas, o principal meio de propagação dessas infecções são as mãos dos profissionais da área de saúde. Outra grande ameaça é a Klebsiella pneumoniae, que causa a morte de cerca de 320 mil recém-nascidos, bem como a fetos antes do nascimento, em países em desenvolvimento por ano. Segundo os investigadores, as infecções podem ser atribuídas à falta de conhecimento e treino, além das infra-estruturas inadequada e escassez de recursos.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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