Bebés de mães que beberam água com arsénio têm maior risco de cancro

Trabalho divulgado na “PLoS Genetics”

06 dezembro 2007
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Uma equipa do Massachusetts Institute of Technology (MIT) descobriu que os filhos de mães que ingeriram água contaminada com arsénio durante a gravidez apresentam alterações na expressão de alguns genes que podem originar mais tarde cancro e outras doenças.
 

 

A descoberta, publicada na “PLoS Genetics”, é a primeira evidência publicada sobre alterações em genes originadas por uma exposição pré-natal a um contaminante ambiental.
 

 

A investigação foi dirigida por Mathuros Ruchirawat, director do Laboratory of Environmental Toxicology of the Chulabhorn Research Institute (CRI), na Tailândia, e por Leona D. Samson, directora do Center for Environmental Health Sciences (CEHS) do MIT e da American Cancer Society.
 

 

Numa nota de imprensa, os investigadores informam ter estudado 32 mulheres (e respectivos filhos) que tinham sido sujeitas a água com elevados níveis de arsénio numa província tailandesa.
 

 

A equipa analisou o sangue recolhido do cordão umbilical após o nascimento dos bebés, enquanto a exposição da mãe ao arsénio durante a gravidez foi determinada independentemente, através da análise das marcas nas unhas dos dedos do pé, a forma mais fiável de detectar exposição a arsénico no passado.
 

 

A equipa descobriu uma colecção de cerca de 450 genes cuja expressão foi alterada nos bebés que estiveram expostos ao arsénico no ventre. A maioria destes genes ficou mais activa, embora parte deles tenham ficado com menos actividade do que em bebés que não sofreram exposição.
 

 

Fontes: Lusa e Imprensa Internacional
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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