Bebés conseguem ler humor das outras crianças

Estudo publicado na revista “Infancy”

02 julho 2013
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As crianças são capazes de entender as emoções umas das outras aos cinco meses de idade, sugere um estudo publicado na revista “Infancy”.


"Os recém-nascidos não são capazes de dizer aos seus pais se estão com fome ou cansados, então a primeira forma de comunicar é através de afeto ou emoção. Assim, não é de estranhar que no início do desenvolvimento, as crianças aprendam a discriminar mudanças nos afetos", revelou em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Ross Flom's.


Aos seis meses de idade, os bebés são capazes de perceber as emoções dos familiares, e aos sete meses de idade, de perceber o estado emocional dos adultos. Com o objetivo de avaliar a perceção das emoções das outras crianças, os investigadores da universidade de Brigham Young University, nos EUA, testaram a capacidade de um bebé emparelhar as vocalizações emocionais de outras crianças com uma expressão facial.


As crianças permaneceram sentadas na frente de dois monitores. Um dos monitores exibia um vídeo de um bebé e sorridente, enquanto o outro mostrava um vídeo de um bebé triste e carrancudo. “Verificámos que, aos cinco meses de idade, uma criança é capaz de emparelhar as vocalizações positivas e negativas com a expressão facial adequada”, revelou a investigadora.


“Este é o primeiro estudo a mostrar uma capacidade de correspondência de uma criança tão pequena. Eles estão expostos ao afeto através das vozes e rostos dos seus pares, que são provavelmente mais familiares para eles, pois é desta forma que eles são capazes de transmitir ou comunicar emoções positivas e negativas", acrescentou.


De acordo com os autores do estudo, estes resultados vão ao encontro da noção de que os bebés são altamente sensíveis e são capazes de compreender algum nível de emoção. “Os bebés aprendem mais nos seus primeiros dois anos e meio de vida do que na sua vida inteira, o que mostra a importância de analisar como e o que é que os bebés aprendem, e como isto os pode ajudar a aprender outras coisas”, referiu Ross Flom's.
 

Os investigadores estão já a programar novos estudos, no sentido de realizar testes semelhantes em bebés ainda mais novos, os quais irão ver e ouvir os seus próprios vídeos.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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