Bebés começam a aprender a linguagem no ventre materno

Estudo publicado na “Acta Paediatrica”

08 janeiro 2013
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Os bebés são capazes de diferenciar entre a sua língua nativa e uma estrangeira, poucas horas após o nascimento, sugere um estudo publicado na “Acta Paediatrica”.
 

Já há muito que os especialistas sabem que a capacidade de um bebé detetar regras complexas na linguagem supera a dos adultos. Após as 30 semanas de gravidez, os mecanismos cerebrais associados à audição estão completamente desenvolvidos. A partir desta altura os bebés são capazes de ouvir o que as mães dizem e absorver os elementos da linguagem. Eles são capazes de utilizar aquilo que ouviram nas últimas 10 semanas de gravidez e no nascimento para diferenciar as linguagens.
 

“A mãe tem primazia de influenciar o cérebro das crianças. As vogais são os sons que captam mais atenção do bebé”, referiu, em comunicado de imprensa, a coautora do estudo, Patricia Kuhl.
 

Estudos anteriores tinham indicado que inicialmente os bebés ouvem os sons e só mais tarde percebem o seu significado. Contudo, este estudo levado a cabo pelos investigadores da Pacific Lutheran University, nos EUA, mostra que talvez desde cedo, mesmo antes do nascimento, o feto não ouça apenas os sons.
 

Para o estudo os investigadores contaram com a participação de 40 recém-nascidos com cerca de 30 horas, que foram expostos à sua língua nativa e estrangeira enquanto permaneciam no berçário. Os autores do estudo foram capazes de medir a reação das crianças ao som através do tempo que eles mamavam na chupeta. Em tempo de sucção curto foi associado a sons familiares enquanto um longo tempo de sucção foi associado a sons que não lhe eram familiares. O que significa que bebés conseguem diferenciar o que ouvem ainda no útero.
 

Na verdade foi verificado que os bebés mamavam durante períodos mais longos quando ouviam a língua estrangeira em oposição à língua nativa. As crianças aprendem muito rapidamente e absorvem facilmente novas informações. Perceber como este processo ocorre pode, segundo os investigadores, ajudar a encontrar formas para melhorar a aprendizagem nos anos posteriores.
 

“Gostávamos de saber qual é a magia que os bebés utilizam. Não podemos perder essa curiosidade precoce”, conclui a líder do estudo, Christine Moon.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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