Bebés chorões têm QI mais baixo

Problemas de comportamento podem aparecer na adolescência

11 abril 2005
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Bebés até aos três meses de idade que choram muito sem motivos conhecidos podem vir a ter problemas de comportamento e um baixo QI (Quociente de Inteligência) ao longo da vida.
 

 

A conclusão é de um estudo dos Institutos Nacionais para a Saúde dos Estados Unidos. No entanto, os médicos ressalvaram que o choro dos recém-nascidos costuma ser uma reacção normal.
 

 

A investigação, feita em colaboração com a Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega, estudou o comportamento de 327 crianças.
 

 

Os cientistas analisaram os padrões de choro de bebés entre as seis e as 13 semanas de idade, tendo em conta se as lágrimas podiam estar associadas a cólicas.
 

 

Quando as crianças completaram cinco anos de idade, os investigadores mediram a inteligência, capacidades motoras e comportamento.
 

 

Aquelas que continuaram a chorar muito depois dos três meses de idade - sem motivos aparentes - apresentaram um QI nove pontos abaixo do registado pelas outras crianças.
 

 

O choro excessivo também foi associado a problemas motores, de disciplina e hiperactividade durante a infância.
 

 

Em 2002, uma equipa de cientistas britânicos da Universidade de Bristol descobriu que aos oito anos, as crianças que choravam muito depois dos três meses de idade tinham mais probabilidades _ cerca de 14 vezes mais _ de desenvolver o Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperactividade (TDAH) e também de ter resultados inferiores na escola.
 

 

«O novo estudo vem confirmar as nossas descobertas. Agora, há mais certezas de que realmente acontece algo», afirmou à BBC, Dieter Wolke, que liderou a equipa de Bristol.
 

 

Para o especialista, o problema estará relacionado à dificuldade de regular a atenção.«Para esses bebés, pode ser que os cérebros tenham sido construídos de tal forma que tenham problemas para se regular, dado que eles não aprendem a acalmar-se, nem com os melhores pais do mundo», conclui Wolke.
 

 

A investigação foi publicada na revista especializada Archives of Disease in Childhood.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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