Bebés: aos cinco meses já têm consciência

Estudo publicado na revista “Science”

24 abril 2013
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Os bebés começam a ter consciência do meio exterior por volta dos cinco meses, dá conta um estudo publicado na revista “Science”.

Aos três meses de idade o cérebro dos bebés tem triliões de ligações, um número que triplica no primeiro ano de vida. Há muito que a comunidade científica tenta saber quando é que realmente os bebés começam a ter conhecimento daquilo que os rodeia.
 

De forma a tentar averiguar este processo, os investigadores da École Normale Supérieure, em França, analisaram a atividade cerebral de 80 crianças de cinco, 12 e 15 meses de idade, enquanto estas visualizavam imagens de rostos humanos.  
 

As imagens foram apresentadas em vários momentos diferentes, começando por períodos curtos, que foram lentamente aumentando. À medida que as fotos eram exibidas era emitido um som para chamar a atenção das crianças.
 

O estudo refere que, habitualmente, nos adultos, as áreas do cérebro que estão associadas à visão são ativadas mesmo que a imagem seja visualizada por um curtíssimo espaço de tempo. Quando uma imagem é visualizada ao longo de pelo menos 300 milissegundos é enviado um sinal neuronal, desde o centro da visão até ao córtex pré-frontal, ficando o indivíduo consciente da visualização da imagem.
 

O estudo apurou que o cérebro de todos bebés respondia à visualização das imagens, sendo a resposta mais fraca e estando apenas presente quando a imagem era visualizada durante pelo menos 900 milissegundos. Nos bebés mais velhos, a resposta neuronal era mais significativa e foi observada aquando da observação das imagens ao longo de 750 milissegundos.
 

Os autores do estudo acreditam que estes resultados sugerem que este tipo de resposta neuronal poderá funcionar como um marcador da consciência, uma vez que o sinal no córtex pré-frontal mostra que a imagem é armazenada por um curto período de tempo na "memória de trabalho" do cérebro ou consciência.
 

Os resultados também podem ajudar no desenvolvimento de testes para indivíduos que não podem comunicar, como é o caso dos pacientes em coma. Técnicas similares também poderão ser utilizadas para que os profissionais de saúde compreendam a eficácia dos anestésicos nas crianças, bem como a sua perceção da dor.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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