Bebé Vida defende coexistência de bancos privados e públicos

Críticas do CNEV refutadas

27 dezembro 2012
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A empresa de criopreservação de células estaminais "Bebé Vida" considera que os bancos públicos e privados devem coexistir e refuta as várias críticas do Conselho de Ética para as Ciências da Vida (CNECV).

 

No comunicado ao qual a agência Lusa teve acesso, a Bebé Vida garante que a sua atuação assenta “num modelo transparente perante todos os clientes” e que a empresa se rege por “todos os parâmetros de qualidade”, sendo uma das três únicas entidades autorizadas pela Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação (ASST), do Ministério da Saúde, para a recolha de amostras do sangue e tecido do cordão umbilical.

A empresa refuta ainda que, tal como refere o parecer do Conselho de Ética para as Ciências da Vida, o banco público tenha “critérios de seleção das dadoras mais restritos” e, como tal, padrões de qualidade mais elevados.

 

“Uma seleção restrita das dadoras relaciona-se sobretudo com razões clínicas e orçamentais e não tanto com questões de qualidade”, refere a Bebé Vida, lembrando que, recentemente, o banco público foi “suspenso por não ter capacidade orçamental para aceitar, processar e criopreservar todas as amostras rececionadas”.

 

No parecer emitido, o CNECV considera que os bancos privados fazem “promessas de aplicações irrazoáveis” e usam “estratégias de marketing agressivas e pouco transparentes”, lembrando que os transplantes autólogos – promovidos na venda dos serviços destas empresas – “não são úteis em doenças hereditárias, porque possuem a mutação causadora da doença, ou mesmo em certas neoplasias hematológicas, pois o sangue do cordão possui já por vezes alterações tumorais clonais”.

 

A Bebé Vida contrapõe esta afirmação, destacando que o financiamento dos bancos privados assenta no montante pago pelos pais que decidem criopreservar e guardar as células do sangue do cordão umbilical dos seus filhos, despendendo cerca de 800 euros, aos quais acresce a taxa IVA em vigor, para criopreservação, durante o período de 25 anos.

 

“O valor cobrado para realização de criopreservação em Portugal, num banco privado, é o mais baixo de toda a Europa, incluindo os países do leste europeu”, reforça a empresa em comunicado.

 

A mesma nota refere ainda que os bancos privados “não constituem uma alternativa” aos bancos públicos enquanto entidades que competem pela recolha das amostras doadas altruisticamente.

 

Dos cerca de 90 mil a 100 mil partos que ocorrem em Portugal, anualmente, “não é efetuada a recolha de sangue do cordão umbilical em 88% destes, sendo essas amostras descartadas”, lê-se no documento.

 

“Apenas 10 a 12% das amostras são criopreservadas em bancos privados, não existindo uma competição com o Banco Público”, acrescenta.

 

No que diz respeito à realização de testes genéticos, a Bebé Vida diz apoiar a posição do CNECV para a proibição da mesma.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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