Bebé infetado com VIH foi curado

Resultados apresentados na Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections

06 março 2013
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Investigadores do John Hopkins Children's Center, da University of Mississippi e da Medical School da University of Massachusetts, nos EUA, revelaram na 20ª Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, que pela primeira vez, um bebé infetado com VIH foi curado.
 

O estudo, liderado por Deborah Persaud, refere que o bebé filho de uma mulher seropositiva começou a ser tratado com antirretrovirais cerca de 30 horas após o seu nascimento, tendo o tratamento sido interrompido aos 18 meses de idade.
 

Dez meses após o tratamento ter sido descontinuado, a criança foi submetida a uma série de testes sanguíneos. A investigadora esperava observar um aumento da carga viral, no entanto os testes deram todos negativos para a presença do VIH.
 

O estudo refere que o tratamento habitualmente adotado para os recém-nascidos que se encontram em elevado risco, envolve a administração de uma combinação de antivirais a uma dose profilática de forma a evitar a infeção durante seis meses. As doses terapêuticas são iniciadas após a infeção por VIH ser diagnosticada.
 

No caso desta criança, o tratamento antiviral agressivo foi iniciado muito mais cedo. De acordo com os investigadores, a prática de tratamento atual poderá ser alterada após se ter verificado que a toma precoce de antirretrovirais conduziu à “cura funcional”. Esta cura significa que a replicação do vírus não é detetada na ausência do tratamento.
 

De acordo com os investigadores, a supressão da carga viral do VIH, sem tratamento, é extremamente rara, sendo observada em menos de 0,5% dos casos de adultos infetados, cujo sistema imunitário impede a replicação do vírus e o torna clinicamente indetetável.
 

Já há muito que a comunidade científica tenta encontrar uma forma de ajudar os pacientes com VIH a controlar o vírus e a mantê-lo em níveis clinicamente indetetáveis. De acordo com os investigadores, a administração do tratamento antirretroviral aos recém- nascidos pode proporcionar exatamente isto.
 

De acordo com os autores do estudo, não há dados suficientes para recomendar uma alteração na prática corrente no caso de crianças de elevado risco. No entanto, este recente caso fornece evidências convincentes para iniciar estudos de prova conceito em todos os recém-nascidos que se encontram em elevado risco.
 

Os investigadores concluem que estes resultados podem assim ajudar na eliminação do VIH em crianças.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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