Bebé clonado está em Israel

Processo judicial nos EUA arquivado por falta de provas

30 janeiro 2003
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A Clonaid – empresa que afirma ter criado o primeiro bebé clonado do mundo – disse que a criança está bem e vive em Israel.
 

 

Desta forma, fica sem efeito vinculativo a acção judicial interposta pelos EUA, uma vez que os representantes da Clonaid afirmaram que o bebé clonado estava em Israel e, por tanto, fora da jurisdição norte-americana. Na ausência de provas de ADN, muitos cientistas menosprezaram a alegação da empresa de que tinham clonado um bebé.
 

 

A acção judicial contra a companhia foi proposta pelo advogado Bernard Siegel, de Miami, sob alegação de que, se um bebé realmente tiver sido clonado pela Clonaid, deveria ficar sob a guarda do Estado, para garantir o seu bem-estar.
 

 

Testemunhas alegaram que a Clonaid tinha perdido o contacto com os pais do bebé, para evitar que a família fosse identificada e perdesse a custódia do bebé.
 

 

A presidente da Clonaid, Brigitte Boisselier, disse, durante o testemunho em tribunal, que o bebé, chamado Eva, está a viver em Israel.
 

 

Ao dar um ponto final ao caso, esta quarta-feira, o juiz John Frusciante alertou a Clonaid sobre as consequências da clonagem. «Vocês não podem fazer clonagem de humanos impunemente», disse Frusciante a Boisselier.
 

 

A 26 de Dezembro, quando anunciou o nascimento de Eva,
 

Boisselier prometeu que o nascimento do clone seria comprovado com exames de ADN. Mas, posteriormente, a investigadora disse que os pais da bebé, preocupados com a possibilidade da Justiça tirar-lhes a custódia, não quiseram fazer os testes.
 

 

Boisselier agora diz que só viu Eva filmada em vídeo.
 

Perante a história confusa apresentada pela bioquímica, ligada à seita dos raelianos, o juiz Frusciante arquivou o processo. «Nesse momento, não vou atribuir mais credibilidade do que a já dada a esta situação», disse o juiz.
 

 

No seu rápido depoimento, Boisselier revelou o paradeiro de Eva só após uma longa e insistente pressão do juiz. «O tribunal até questiona a credibilidade do seu testemunho», disse o juiz à investigadora. «Ela nem viu a criança pessoalmente», comentou o magistrado.
 

 

Mas Boisselier não desiste da versão. A presidente da Clonaid jurou em tribunal ter implantado cinco embriões clonados e dois já teriam nascido.
 

 

As alegações foram menosprezadas pela comunidade científica e classificadas de «jogo de marketing». A companhia é financiada pela seita Raelianos, baseada na França, que acredita que os humanos são clones de extraterrestres.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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