«Bayergate» tem quatro anos e muitos episódios
10 outubro 2001
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As oito acusações de médicos, hoje divulgadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), surgem quatro anos depois de o ex-delegado de informação médica da Bayer Alfredo Pequito ter divulgado alegadas provas de corrupção pela indústria farmacêutica.
 

 

Foi a 04 de Setembro de 1997 que Alfredo Pequito denunciou, no «Diário de Notícias», a existência de corrupção de médicos por parte de delegados de informação médica que, a troco da prescrição de fármacos dos laboratórios a que pertenciam, ofereceriam viagens aos clínicos.
 

 

Desde então, Pequito divulgou listas que, segundo afirmou, continham nomes de médicos que, em troca de créditos em agências de viagens, prescreviam medicamentos de determinados laboratórios - precisamente os que terão pago as despesas com as viagens.
 

 

O ex-delegado de informação médica da Bayer queixa-se de que, desde então, começou a receber ameaças de morte repetidas nos tempos seguintes e abrangendo familiares seus. Por esta altura, já contava com protecção policial, o que acontece desde 17 e Outubro de 1997.
 

 

Alfredo Pequito trabalhou na Bayer como delegado de informação médica, sendo despedido a 02 de Fevereiro de 1996. Precisamente um ano depois, divulgou as listas de médicos alegadamente corrompidos pela indústria farmacêutica.
 

 

Lusa
 

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