Batimento cardíaco pode denunciar perigo de morte

Estudo publicado no “Journal of Cardiovascular Electrophysiology”

18 fevereiro 2011
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Investigadores descobrem como identificar os indivíduos que, apesar de não terem nenhum factor de risco cardiovascular associado, estão sob maior risco de morte por falência cardíaca, dá conta um estudo publicado no “Journal of Cardiovascular Electrophysiology”.

 

Os factores de risco tais como colesterol elevado, tabagismo, diabetes e hipertensão, são responsáveis por muitas, mas nem todas, as mortes devido a causas cardiovasculares. Como resultado, os médicos investigam continuamente os melhores meios de identificar pacientes em risco de morte por falência cardíaca.

 

Neste estudo os investigadores da Washington University School of Medicine in St. Louis, nos EUA, descobriram que uma resposta anormal a um batimento cardíaco antecipado no ventrículo esquerdo, fenómeno conhecido por “batimento ventricular prematuro”, pode identificar os pacientes que estão sob maior risco de morte.

 

Os batimentos ventriculares prematuros são comuns, mesmo em pessoas saudáveis. Os investigadores explicam que o importante não é a sua ocorrência, mas a forma como o coração responde a este tipo de arritmia. Esta resposta denominada por “turbulência da frequência cardíaca” pode ser medida através de um Holter, um dispositivo que monitoriza durante 24 horas a actividade cardíaca de um indivíduo durante a sua actividade diária normal.

 

Para este estudo os investigadores liderados por Phyllis K. Stein analisaram os dados da actividade cardíaca de cerca de 13.000 indivíduos com mais de 65 anos, obtidos entre 1989 e 1993. Os voluntários foram divididos em três grupos distintos, com base na avaliação da sua saúde cardiovascular.

 

Os do grupo denominado por "clínico" tinham história de doença cardiovascular, nomeadamente enfarte agudo do miocárdio. Os do grupo “subclínico" apresentavam factores de risco conhecidos para doença cardiovascular, como hipertensão ou diabetes, mas nunca tinham sido tratados para a doença cardiovascular. E os do grupo "saudável" não tinham evidência de doença clínica ou subclínica.

 

O estudo revelou que nos três grupos, a turbulência da frequência cardíaca funcionou como um indicador da morte por falência cardíaca. Contudo, esta associação foi particularmente relevante no grupo dos indivíduos saudáveis. Dos 357 pacientes classificados como saudáveis, 21 apresentavam uma turbulência da frequência cardíaca considerada anormal. Esses 21 indivíduos tinham um risco quase oito vezes maior de morrer de causas cardíacas, do que o restante do grupo saudável.

 

Após terem analisado os níveis de proteína C reactiva, um medidor de inflamação associada à doença cardíaca, para posteriormente os compararem com os resultados obtidos através da turbulência da frequência cardíaca, os autores do estudo concluíram ainda que este último é o meio mais eficaz de prever o risco de morte cardíaca.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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