Bastonário dos enfermeiros alerta para perigos da falta de profissionais

2º Congresso Insular de Enfermagem Madeira-Açores

24 abril 2015
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A falta de profissionais e de respostas ao nível dos cuidados de saúde primários contribui de forma significativa para “entupir” as urgências hospitalares, afirma o bastonário da Ordem dos Enfermeiros (OE), de acordo com notícia da agência Lusa.
 
Germano Couto, bastonário daquela Ordem, declarou durante a abertura do 2º Congresso Insular de Enfermagem Madeira-Açores, no Funchal, que “em Portugal, o número de enfermeiros continua muito abaixo das reais necessidades”, vincando que OE já expôs publicamente "várias situações de insegurança e condições indignas" vividas nas urgências hospitalares. 
 
"Não nos podemos esquecer que o nosso país está cada vez mais envelhecido e esta realidade tem reflexos na prestação de cuidados, nomeadamente nos serviços de urgência, que passa a ser muitas vezes um serviço de internamento", salientou, em declarações reproduzidas pela Lusa.
 
A falta de profissionais foi também um problema focado na intervenção do presidente da secção da Madeira da OE, Ricardo Silva, que considerou que será necessário contratar mais 350 enfermeiros para garantir a “qualidade mínima” dos serviços na região.
 
"O custo dessa não-contratação será passarmos de um dos melhores serviços de saúde para ‘lanterna vermelha’", advertiu, realçando que não há qualidade e segurança em saúde sem enfermeiros.
 
Ricardo Silva evocou estudos que comprovam que o aumento da carga de trabalho de enfermeiros está associado a um aumento da mortalidade e que, por outro lado, a diminuição da mortalidade está associada ao aumento da qualificação dos profissionais de enfermagem.
 
O dirigente regional da OE alertou ainda para o perigo do fenómeno da emigração, que diz ser “particularmente gritante” na área da enfermagem.
 
Manuel Brito, secretário regional de Saúde, ouviu as críticas sem, no entanto, realizar promessas para o futuro, e expressou o seu reconhecimento pelo profissionalismo e comportamento ético dos enfermeiros, vincando que "não há projeto nenhum que consiga atingir os objetivos se não tiver a motivação dos profissionais".
 
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