Bastonário da Ordem dos Médicos antevê "mal estar" nos hospitais
11 janeiro 2002
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A recusa de médicos em serem nomeados para a direcção clínica e "mal estar" nos hospitais são os cenários que o bastonário dos médicos antevê em resultado da aprovação do diploma que reintroduz a nomeação política das direcções hospitalares.  

 

Após um encontro de pouco mais de meia hora com o primeiro-ministro e o ministro da Saúde, o bastonário da Ordem dos Médicos recusou ainda o argumento da tutela para alterar o sistema em vigor, o de que este é gerador de despesa.  

 

Frisando que "muitas vezes tem sido graças à dedicação dos directores clínicos que os hospitais têm funcionado bem", Germano de Sousa enfatizou que o Presidente da República "tem a obrigação" de vetar o diploma aprovado ontem em Conselho de Ministros.  

 

Diploma polémico  

 

A aprovação de o diploma suscitou ainda o corte de relações entre o representante do norte dos médicos e a tutela, tendo o presidente do Conselho Regional Norte da OM, Miguel Leão, dito que, a partir de hoje, recusa qualquer reunião com a tutela, que "está em funções de gestão".  

 

Também o presidente do Conselho Regional Centro da OM, Reis Marques, reagiu com "estupefacção" à aprovação do diploma, acusando o ministro da Saúde de possuir uma "visão reducionista" dos problemas que se colocam à gestão hospitalar.  

 

Já o ministro António Correia de Campos considera que o diploma introduz uma medida "essencial para a contenção de despesas" e que foi incluída no Plano de Estabilidade e Convergência que o governo apresentou na Comissão Europeia em Dezembro de 2001.  

 

 

Fonte: Lusa  

 

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