Base de dados de registo oncológico está a ser criada

Iniciativa vai acelerar divulgação de dados

07 novembro 2014
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Está a ser criada uma base de dados única de registo oncológico que vai permitir “alguma aceleração neste processo”, disse a presidente do Congresso Nacional de Epidemiologia e Registo de Cancro que termina hoje no Porto.
 

“Neste momento, o nosso grande problema é o atraso nas publicações, exatamente porque os hospitais vão registando devagarinho. Alguns destes atrasos são colmatados porque os registos acabaram por fazer projeções e, portanto, se não temos dados reais atualizados, e seria ótimo se tivéssemos dados de 2012, eu sou capaz de lhe dar dados/estimativas de 2013, baseada naquilo que é provável que venha a acontecer”, disse à agência Lusa Maria José Bento.
 

A também coordenadora do Registo Oncológico Regional do Norte (RORENO) referiu que “a perspetiva é ter a curto prazo uma base de dados única de registo oncológico em que, por via de alguns automatismos que vão ser introduzidos, se possa ter informação mais atempada”.
 

Este é um dos assuntos, a par da prevenção e rastreio oncológico, efetividade terapêutica, fatores de risco/prognóstico e implementação de registos de cancro nos PALOP, em destaque no I Congresso Nacional de Epidemiologia e Registo de Cancro organizado pelo RORENO do IPO-Porto em colaboração com os outros três registos regionais, ROR-Centro, ROR-Sul e RORA (Açores).
 

Relativamente ao apoio de Portugal na implementação de registos oncológicos nos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), Maria José Bento referiu que nesta fase esse apoio se traduz na formação de especialistas que, “no terreno, irão, provavelmente, ter responsabilidades nesta área”.
 

“Decorreu um curso pré-congresso de registo oncológico em que a grande maioria dos participantes são oriundos de países africanos, como Cabo Verde, Moçambique e Angola”, frisou.
 

O programa integrou quatro sessões plenárias sobre “Centros de Investigação e Registos de Cancro”, “Implementação de Registos Oncológicos nos PALOP”, “Efetividade da Terapêutica Oncológica” e “O Papel dos ROR na avaliação de programas de Saúde”.
 

Para além das quatro sessões plenárias, estão a ser apresentados 33 trabalhos de investigação sobre temas ligados à epidemiologia e registo de cancro.
 

As projeções de incidência de cancro na Região Centro de Portugal até 2020, incidência de sarcomas de Kaposi em Moçambique, qualidade de vida em doentes oncológicos, fatores de risco para o cancro colo-rectal na população do sul de Portugal, conhecimento da população relativa ao cancro, são alguns dos estudos que foram e estão a ser apresentados no congresso.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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