Banco de Tumores

Iniciativa do Instituto Português de Oncologia do Porto

28 setembro 2012
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O Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO) inaugurou esta semana o Banco de Tumores, que permitirá colher e preservar tecidos normais e tumorais para investigação biomédica.
 

“Estão criadas as condições necessárias para que a indústria farmacêutica e outros centros académicos de investigação recorram ao nosso banco de tumores e isso trará vantagens económicas, por um lado e, com certeza, contribuirá para o desenvolvimento de terapêuticas para o cancro”, revelou à agência Lusa o presidente do Instituto Português de Oncologia  do Porto, Laranja Pontes.
 

O banco do IPO/Porto pretende potenciar a colaboração nacional e internacional, estando inserido, também, no plano de desenvolvimento do consórcio estabelecido entre o instituto e o Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP).
 

“No fundo, um banco como este acumula amostras de tumores retirados dos doentes e que, já não sendo necessárias para o diagnóstico, em vez de serem destruídas são preservadas com o fim último de poderem ser utilizadas para investigação biomédica, no sentido de tentar identificar nesses tumores alterações moleculares que possam constituir o alvo de tratamentos específicos dirigidos a essas alterações”, explicou a coordenadora da Rede Nacional de Bancos de Tumores Fátima Carneiro,
 

“Há mais cinco no país, mas este é um banco que tem um valor muito importante, porque, no fundo, está sediado numa instituição muito sólida que tem, desde a cúpula até aos executantes do banco, a noção exata da importância da investigação biomédica e, como tem essa noção, pôs ao serviço do banco todos os instrumentos, quer estruturais quer de recurso humanos, para que esta iniciativa tenha possibilidade de se iniciar e de ser sustentável”, disse a também diretora do Serviço de Anatomia Patológica e do Banco de Tumores do Hospital de S. João e investigadora do IPATIMUP.
 

Rui Henrique, diretor do banco e do Serviço de Anatomia Patológica do IPO-Porto e da Escola Portuguesa de Oncologia do Porto, sublinhou que esta “é uma forma de preservar, catalogar e ter material com informação patológica e clínica relevante associada, que permita que os estudos de validação daquilo que são os achados da investigação básica possam ser transferidos de uma forma mais rápida e eficiente para a parte clínica”.
 

“De certa maneira, são o contributo que um paciente pode dar, de forma benévola e gratuita, para que a investigação se possa realizar. Sem este tipo de material, é muito difícil fazer qualquer tipo de investigação que tenha significado e impacto verdadeiramente clínico. Podemos fazer muita investigação na área básica, de modelos animais, de culturas celulares (que são importantes e úteis), mas sem termos tecidos efetivos daquilo que são as lesões em pacientes é muito difícil fazer a sua validação e a transferência rápida dessa informação para a prática”, salientou o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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