Banalização do consumo de anti-inflamatórios em Portugal

Alerta da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia

10 setembro 2007
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Mais de 800 mil portugueses consomem todos os dias pelo menos um anti-inflamatório, segundo dados divulgados pela Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, que alertou para uma banalização excessiva deste tipo de medicamentos.
 

 

"Em Portugal anda a banalizar-se demasiado o uso de anti-inflamatórios e as pessoas devem ser alertadas para os riscos. Em Portugal, 50% dos doentes que tomam anti-inflamatórios têm queixas digestivas e 10% úlceras", avisou o vice-presidente da Sociedade, Hermano Gouveia.
 

 

Nas situações mais agudas, como os internamentos por hemorragia gástrica, 5 a 10% desses doentes acabam por morrer, um risco que aumenta com a idade.
 

 

Para a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, é importante saber quais os factores que aumentam o risco de complicações no uso de anti-inflamatórios: ter mais de 60 anos, historial de úlcera gástrica ou ter factores de risco cardiovascular."O medicamento pode ser de venda livre, mas deve ser tomado sob vigilância médica, sobretudo quando percebemos que a auto-medicação é cada vez mais frequente e que as pessoas tomam muitas vezes um medicamento só porque o vizinho também toma".
 

 

Em algumas situações muito dolorosas, o anti-inflamatório não tem de ser necessariamente a última coisa a fazer, podendo recorrer-se em alternativa a fisioterapia, cirurgia ou a analgésicos, segundo o também chefe de serviço de Gastrenterologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra.
 

 

Fonte: Lusa
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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