Baixos níveis de vitamina D associados a menstruação precoce

Estudo publicado no "American Journal of Clinical Nutrition"

16 agosto 2011
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Baixos níveis de vitamina D nas pré-adolescentes pode ser uma das causas da menstruação precoce, um factor de risco para uma série de problemas de saúde a curto e a longo prazo, sugere um estudo publicado no "American Journal of Clinical Nutrition".

 

Investigadores da Universidade de Michigan, EUA, mediram os níveis de vitamina D no sangue de 242 meninas, com idades entre os 5 e os 12 anos, de Bogotá, na Colômbia, e acompanharam-nas ao longo de 30 meses.

 

As meninas que apresentavam níveis deficitários de vitamina D tinham um risco duas vezes maior de começar a menstruação durante o estudo do que aquelas que tinham níveis suficientes da vitamina D, apontou, em comunicado de imprensa, o epidemiologista Eduardo Villamor, líder da equipa de investigadores.

 

“Sabemos relativamente pouco sobre o que desencadeia a puberdade a partir de uma perspectiva ambiental. Se soubermos  qual a causa da antecipação da idade da primeira menstruação, poderemos desenvolver intervenções para evitar a menarca prematura”, adiantou o cientista.

 

A menstruação precoce é um factor de risco para problemas comportamentais e psicossociais nas adolescentes. Além disso, as raparigas que têm uma menarca precoce correm um risco maior de desenvolver doenças dos foros cardíacos e metabólicos e alguns tipos de cancro, em particular, da mama, na idade adulta.

 

Este estudo explorou formalmente a ligação entre os níveis de vitamina D e a data da primeira menstruação. Estudos anteriores já tinham sugerido que a menarca ocorre mais tarde nas raparigas que vivem mais perto do Equador, em comparação com as meninas que vivem em países do Norte, dado que, estas últimas não armazenam quantidades suficientes de vitamina D durante o Inverno, devido à limitada exposição solar.

 

O estudo, liderado por Villamor, revelou que 57% das meninas pertencentes ao grupo com níveis baixos de vitamina D atingiram a menarca durante o estudo, em comparação com 23% no grupo de raparigas que tinham níveis normais de vitamina D.

 

Em termos de idade, as meninas com níveis baixos de vitamina D tinham, em média, 11,8 anos quando começaram a menstruar, em comparação com o outro grupo que tinha cerca de 12,6 anos.

 

Esta diferença de 10 meses é substancial, disse Villamor, porque apesar de 10 meses poder não parecer muito tempo, nessa idade muita coisa acontece rapidamente no corpo de uma jovem.

 

No entanto, apesar de os resultados sugerirem uma ligação entre os níveis de vitamina D e a menarca, os cientistas não estabeleceram uma relação causal, pelo que, sugere a equipa, é necessário fazer mais estudos para mostrar se intervenções nos níveis de vitamina D conduzem a alguma mudança na idade da menarca.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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