Baixos níveis de testosterona associados a problemas cardíacos

Estudo publicado no “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”

27 setembro 2013
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Os homens que têm níveis baixos de testosterona apresentam um risco ligeiramente aumentado de desenvolver doença cardíaca, revela um estudo publicado no “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”.
 

A testosterona é uma hormona masculina que desempenha um papel chave nomeadamente na manutenção do desejo sexual, na produção de espermatozoides e na saúde óssea. Ao longo do tempo, os níveis baixos de testosterona podem contribuir para o aumento da gordura corporal, perda de pelos corporais e massa muscular.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Gante, na Bélgica, resolveram fazer uma revisão bibliográfica de pesquisas, publicadas entre 1970 e 2013, que se centraram nas doenças cardiovasculares e na testosterona.
 

O líder do estudo Johannes Ruige refere que as evidências encontradas nos estudos realizados sugerem que há de facto uma relação entre a testosterona e a doença cardiovascular. “Não foi identificada uma patogénese específica, mas talvez eventos como a trombose onde os coágulos se desenvolvem no sistema circulatório ou a arritmias caracterizada por problemas no ritmo cardíaco estejam envolvidos”, refere o investigador
 

Apesar de os estudos sugerirem que há uma relação entre as duas condições, foram encontradas poucas evidências no que diz respeito aos níveis baixos de testosterona e ao desenvolvimento da arteriosclerose que pode causar enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. Também não foi encontrada nenhuma relação entre os níveis de testosterona e os enfartes agudos do miocárdio.
 

O estudo apurou ainda que o tratamento de baixos níveis de testosterona com terapia de substituição hormonal não teve qualquer efeito benéfico na saúde cardiovascular. Está ainda em debate o alargamento desta prática a um número crescente de  homens de meia-idade e idosos. Na verdade, a Sociedade de Endocrinologia aconselha este tratamento apenas para os homens que têm inequivocamente níveis baixos de testosterona e sintomas consistentes.
 

Os investigadores concluem ainda que existem algumas falhas no conhecimento da associação das duas condições e que se deve apurar com maior precisão o impacto que terapia de substituição poderá ter na saúde cardiovascular.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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