Baixas doses de aspirina podem reduzir risco de cancro do pâncreas

Estudo publicado na revista ”Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention”

30 junho 2014
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A toma contínua de aspirina de baixa dosagem pode diminuir o risco de desenvolvimento do cancro do pâncreas, sugere um estudo publicado na revista “Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention”.
 

“Verificámos que a toma de aspirina de baixa dosagem estava associada a uma diminuição do risco de cancro do pâncreas para metade, havendo alguma evidência de que quanto maior era o período de toma, menor era o risco de desenvolvimento deste tipo de cancro”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Harvey A. Risch.
 

De forma a chegarem a estas conclusões os investigadores da Yale School of Public Health, nos EUA, contaram com a participação de 362 pacientes com cancro do pâncreas e 690 indivíduos que foram incluídos no grupo de controlo. Os participantes foram questionados sobre o ano de começo da toma de aspirina, há quanto tempo tomavam este fármaco, o tipo de aspirina utilizado (dose baixa ou regular), e quando tinham interrompido a toma deste fármaco.
 

A toma diária de 75 a 325 mg de aspirina foi categorizada como dose baixa, uma dose habitualmente utilizada na prevenção de doenças cardíacas. Por outro lado, uma dose superior a esta, habitualmente tomada a cada quatro ou seis horas e utilizada para combater as dores, foi considerada uma dose normal.
 

O estudo apurou que quanto mais cedo os indivíduos começavam a tomar doses baixas de aspirina maior era a redução do risco de desenvolvimento de cancro do pâncreas. Foi especificamente observada uma redução de 48% para aqueles que tinham iniciado o tratamento três anos antes do início do estudo e uma redução de 60% para os que começaram a tomar aspirina de baixa dosagem 20 anos antes.
 

Por outro lado, os investigadores constataram que, comparativamente com os indivíduos que tomaram continuamente doses baixas de aspirina, os que descontinuaram a sua toma dois antes do início do estudo apresentaram um risco três vezes maior de desenvolver cancro do pâncreas.
 

“A aspirina tem riscos e benefícios associados que devem ser avaliados com base nas características de cada indivíduo. Para aqueles indivíduos com antecedentes familiares de cancro do pâncreas ou que de alguma forma foram avaliados com tendo um risco aumentado de sofrer deste tipo de cancro, a aspirina poderá ser incluída num regime terapêutico desenhado para reduzir o risco desta doença”, conclui Harvey A. Risch.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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