Baixar tensão arterial reduz o risco de défice cognitivo ligeiro

Estudo publicado na revista “JAMA”

31 janeiro 2019
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O controlo intensivo da tensão arterial em pessoas de idade mais avançada fez reduzir o risco de défice cognitivo ligeiro (DCL), indicou um estudo.
 
O estudo, que foi conduzido por investigadores da Faculdade de Medicina da Wake Forest Baptist Health, EUA, não provou, contudo, que o tratamento da tensão arterial com o objetivo de esta se manter pelos 120 mm Hg ou menos tenha estatisticamente reduzido o risco de demência.
 
O DCL consiste numa redução das capacidades de memória e raciocínio maior do que a esperada no envelhecimento normal e constitui um fator de risco para o desenvolvimento de demência. Por sua vez, a demência consiste num grupo de sintomas associados à redução das capacidades de memória e raciocínio, mas que afeta a capacidade de o paciente efetuar as atividades do dia-a-dia.
 
Calcula-se que a hipertensão afete mais de metade dos indivíduos com mais de 50 anos de idade e mais de 75% dos indivíduos com mais de 65 anos de idade.
 
Num ensaio clínico conhecido como SPRINT MIND, os investigadores avaliaram o efeito do controlo intensivo da tensão arterial sobre o risco de demência em 9.361 voluntários com 50 anos ou mais de idade.
 
Os participantes receberam, de forma aleatória, uma intervenção com o objetivo de manter a tensão arterial com menos de 120 mm Hg (tratamento intensivo) ou para manter a tensão arterial com menos de 140 mm Hg (tratamento convencional). 
 
Cinco anos mais tarde, os participantes foram classificados como não tendo incapacidade cognitiva, DCL ou possível demência.
 
Como resultado, foi observado que para o DCL, o controlo intensivo da tensão arterial “reduz significativamente o risco”, tendo-se observado 14,6 e 18,3 casos por cada 1.000 pessoas/ano, para o controlo intensivo e convencional, respetivamente, relatou Jess Williamson, investigador neste estudo.
 
Contudo, para os casos de demência “ficámos desapontados com o facto de os resultados não terem atingido significância estatística neste resultado”, admitiu. 
 
O ensaio terminou mais cedo devido ao sucesso demonstrado na redução das doenças cardiovasculares. Assim, os participantes seguiram o tratamento para reduzir a tensão arterial durante um período de tempo mais curto do que originalmente planeado.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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