Baixar níveis de estrogénio traz esperanças no tratamento do cancro da mama

Estudo apresentado no encontro da American Society of Clinical Oncology

30 maio 2010
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A administração de fármacos para baixar os níveis de estrogénio em mulheres com cancro da mama antes de serem submetidas a cirurgia melhora as possibilidades de poderem realizar tumorectomia com conservação da mama, em vez da mastectomia total, aponta um estudo divulgado no encontro anual da American Society of Clinical Oncology.

 

A conclusão desta investigação, liderada por Julie A. Margenthaler, da Washington University School of Medicine, em St. Louis, EUA, baseia-se na análise de um estudo nacional realizado em 118 hospitais daquele país.

 

A investigação centrou-se em mulheres pós-menopáusicas diagnosticadas com cancro da mama de tipo receptor de estrogénio positivo (ER +) que estavam na fase II ou III, ou seja, cujos tumores tinham 2,54 cm ou mais de tamanho e se tinham estendido aos gânglios linfáticos da axila.

 

O cancro da mama ER+ é a forma mais comum da doença.
 

As 352 mulheres que participaram no estudo foram monitorizadas durante o crescimento do tumor antes e depois de serem sinalizadas para um tratamento de 16 semanas com inibidores da aromatase, que actuam por inibição da conversão dos androgénios em estrogénios nos tecidos periféricos. O estrogénio estimula o crescimento dos tumores ER+.

 

No início do estudo, as mulheres foram avaliadas e divididas em 3 grupos: "marginal", o que significava que reuniam os requisitos para uma tumorectomia de conservação da mama, mas que, como resultado, desfiguraria a aparência do seio ou requereria várias intervenções para a sua reconstrução; "só mastectomia", o que significava que não se considerava possível uma tumorectomia; e "inoperável", o que significava que os médicos não acreditavam que a mastectomia eliminaria o cancro por completo.

 

Depois de quatro meses de terapia para reduzir os níveis de estrogénio, a equipa de investigadores verificou que 82% das mulheres pertencentes ao grupo “marginal” podiam ser submetidas à cirurgia de conservação da mama. Mais de metade das mulheres classificadas no grupo “só mastectomia” puderam optar por tumorectomia. Também surpreendente foi o facto de 75% das que tinham sido consideradas como “inoperáveis” puderem ser submetidas a uma cirurgia de conservação da mama.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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