Baixa secreção de melatonina associada à diabetes tipo 2

Estudo publicado na “Journal of the American Medical Association”

05 abril 2013
  |  Partilhar:

Uma baixa secreção de melatonina durante a noite está associada a um aumento do risco de diabetes tipo 2, dá conta um estudo publicado no “Journal of the American Medical Association”.
 

Os recetores de melatonina podem ser encontrados em vários tecidos do organismo, incluindo as células pancreáticas, o que reflete os amplos efeitos que esta hormona tem nas funções fisiológicas, nomeadamente no metabolismo energético e na regulação do peso corporal. Estudos anteriores constataram que as mutações que afetavam as funções destes recetores estavam associadas à resistência à insulina e diabetes tipo 2. Numa análise transversal de pessoas sem diabetes, uma menor secreção de melatonina noturna foi também associada com a resistência aumentada à insulina.
 

Neste estudo, os investigadores do Brigham and Women's Hospital, nos EUA, decidiram averiguar se havia uma associação entre a secreção de melatonina e a incidência da diabetes tipo 2. Para tal contaram com a participação de 370 mulheres que tinham desenvolvido diabetes entre 2000 e 2012, e 370 mulheres saudáveis.
 

Os investigadores verificaram que os níveis de secreção de melatonina variavam bastante entre as participantes. Enquanto para algumas mulheres a média da razão entre a 6-sulfatoximelatonina e a creatinina era de 67 ng/mg, para outras era de 14,4 ng/mg.
 

Após terem controlado o índice de massa corporal e outros fatores como, menopausa, história familiar de diabetes, história de hipertensão, toma de beta-bloqueadores e anti-inflamatórios não esteroides, os investigadores constataram que as participantes com os níveis mais baixos de secreção de melatonina tinham um risco 2,2 vezes maior de desenvolver diabetes tipo 2, comparativamente com aquelas com os níveis mais elevados.
 

Os investigadores estimaram que as mulheres pertencentes à categoria mais baixa de secreção de melatonina tinham uma taxa de incidência de diabetes duas vezes maior do que aquelas incluídas na categoria mais elevada.
 

Na opinião dos investigadores são agora necessários mais estudos para averiguar se o aumento dos níveis de melatonina, conseguidos quer endogenamente através da exposição prolongada a um ambiente escuro ou exogenamente via suplementação, pode aumentar a sensibilidade à insulina e diminuir a incidência da diabetes tipo 2.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar