Baixa escolaridade associada a problemas do sono

Estudo apresentado no congresso "Sleep 2009"

25 junho 2009
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Maiores problemas de sono foram associados a factores como um menor nível de escolaridade, um menor rendimento e ao facto de se estar solteiro ou desempregado, revela um estudo norte-americano apresentado este mês no congresso “Sleep 2009”.

 

O estudo englobou dados de 159.856 pessoas fornecidos pelo Behavioral Risk Factor Surveillance System (BRFSS).
 

 

A análise revelou que 26% das pessoas que ganham menos de 10 mil dólares por ano sofrem de problemas de sono, contra apenas 8% das que apresentam rendimentos superiores a 75 mil dólares por ano.

 

De igual modo, foi também verificado que as pessoas que tinham o nível de ensino superior dormiam melhor do que as que não tinham completado o ensino secundário. No grupo que estava empregado também foram registados menos distúrbios do sono.

 

Em entrevista à EureKalert, o líder da investigação, Michael Grandner, da University of Pennsylvania, em Filadélfia, EUA, revelou que “baixos níveis socioeconómicos estão associados a um variadíssimo número de factores que podem causar problemas de sono, incluindo doenças, menos sistemas de apoio, depressão, ansiedade, insatisfação, menor qualidade de vida e menos motivação para ver o sono como uma prioridade”.

 

O especialista em patologias do sono e neurobiologia respiratória acrescentou que outros factores, tais como trabalhar demasiado, problemas familiares, desemprego e menor acesso a serviços de saúde, também influenciam a qualidade do sono.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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