Bactérias resistentes aos antibióticos: nanopartículas são a solução?

Estudo publicado na revista “Nature Materials”

22 janeiro 2016
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Investigadores americanos desenvolveram uma nanoterapia ativada pela luz capaz de combater as bactérias resistentes aos antibióticos, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Materials”.

 

As bactérias resistentes aos antibióticos como a Salmonella, a Escherichia coli e o Staphylococcus infetam cerca de dois milhões de pessoas e matam pelo menos 23.000 indivíduos nos EUA. Os esforços para combater estas superbactérias têm falhado devido à sua capacidade de se adaptarem rapidamente e desenvolverem imunidade contra os antibióticos comuns, como a penicilina.
 

No estudo os investigadores da Universidade de Colorado, nos EUA, descrevem novas nanopartículas ativadas pela luz denominadas por pontos quânticos. Os pontos, cerca de 20.000 vezes mais pequenos que um cabelo humano e semelhantes a minúsculos semicondutores, foram capazes de matar com sucesso 92% das células bacterianas resistentes a fármacos.
 

“Ao reduzir estes semicondutores à nanoescala, fomos capazes de criar interações altamente específicas no ambiente celular que apenas têm por alvo a infeção”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Prashant Nagpal.
 

Estudos anteriores já tinham demonstrado que as nanopartículas de metais, desenvolvidas a partir de ouro ou prata, podem ser eficazes a combater as infeções resistentes aos antibióticos, mas podem também danificar indiscriminadamente as células circundantes.
 

Contudo, os pontos quânticos têm a capacidade de se adaptar a infeções específicas devido às propriedades ativadas pela luz. Os pontos permanecem inativos no escuro, mas podem ser ativados pela exposição à luz. É possível modificar o comprimento de onda de forma a alterar e a destruir as células infetadas.
 

A especificidade desta inovação pode ajudar a reduzir ou eliminar os potenciais efeitos secundários de outros métodos, assim como fornecer um caminho a seguir para o desenvolvimento futuro de novas terapias.
 

“Fracassar no desenvolvimento de tratamentos eficazes para as estirpes resistentes aos antibióticos não é uma opção, e esta tecnologia poderá ajudar na resolução”, conclui uma outra autora do estudo, Anushree Chatterjee.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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