Bactérias intestinais poderão estar envolvidas na diabetes tipo 2

Estudo publicado na “Nature”

01 outubro 2012
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As bactérias intestinais poderão estar envolvidas no desenvolvimento da diabetes tipo 2, sugere um estudo publicado na “Nature”.
 

O quilo e meio de bactérias  que cada indivíduo tem no seu intestino têm um grande impacto na saúde e no bem-estar. As bactérias habitualmente vivem num equilíbrio sensível, mas se este for interrompido, a saúde pode ser afetada.
 

Neste estudo os investigadores da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, analisaram as bactérias intestinais de 345 indivíduos chineses, dos quais 171 tinham diabetes tipo 2. Os autores identificaram indicadores biológicos que poderão, um dia, ser utilizados em métodos capazes de diagnosticar mais rapidamente e precocemente a diabetes tipo 2.
 

O estudo também apurou que os pacientes com diabetes tipo 2 têm um maior número de bactérias patogénicas nos intestinos, o que pode aumentar a resistência a diferentes fármacos. Experiências similares, realizadas em pacientes dinamarqueses, também constataram que havia um desequilíbrio na composição e função das bactérias intestinais.
 

“Estamos agora a pensar transplantar as bactérias dos intestinos dos pacientes com diabetes tipo 2 para ratinhos, de forma a verificar se os animais desenvolvem doença”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos líderes do estudo, Oluf Borbye Pedersen.
 

O trabalho conjunto dos investigadores da Universidade de Copenhaga e do Instituto Genómico de Pequim permitiu a identificação de mais de 3,3 milhões de genes provenientes das bactérias dos intestinos de indivíduos de vários países europeus. De acordo com os autores, estes genes poderão contribuir para o conhecimento e tratamento de várias doenças graves. Esta recente descoberta é assim um importante passo na investigação internacional atual que tem como objetivo avaliar a associação entre as bactérias intestinais e a saúde.
 

“É importante assinalar que a nossa descoberta demonstra que há uma relação. A grande questão, que agora se coloca, é saber se a alteração das bactérias intestinais pode afetar o desenvolvimento da diabetes tipo 2 ou se alteração reflete a presença da doença, conclui um outro autor do estudo, Karsten Kristiansen.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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