Bactérias intestinais afectam directamente a química cerebral e o comportamento

Estudo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”

12 setembro 2011
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Uma espécie de bactérias que vivem no intestino dos ratos é capaz de alterar a neuroquímica cerebral e tratar a ansiedade e distúrbios relacionados à depressão, sugere um estudo publicado “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

 

O estudo - realizado pelos médicos Javier Bravo e John Cryan da University College Cork, na Irlanda, juntamente com os colaboradores do Instituto do Cérebro da Universidade McMaster, no Canadá - observou que os ratinhos alimentados com Lactobacillus rhamnosus JB -1 apresentavam baixos níveis de stress, ansiedade e depressão. A ingestão da bactéria também resultou numa diminuição no índice da hormona induzida pelo stress, a corticosterona.

 

Além disso, os investigadores também mostraram que o uso dos Lactobacillus na alimentação causou mudanças na expressão dos receptores para o neurotransmissor GABA no cérebro, que está normalmente reduzida durante a depressão.

 

A expressão de outras subunidades foi diminuída em algumas partes do cérebro onde é normalmente aumentada em animais stressados ou ansiosos. Quando os autores cortaram o nervo vago, que ajuda na comunicação das alterações no tracto gastrointestinal para o sistema nervoso central, os efeitos das bactérias sobre o comportamento e os receptores GABA foram diminuídas.

 

O nervo vago é o meio de ligação principal entre o microbioma (bactérias no intestino) e o cérebro. Estes três sistemas de comunicação são conhecidos como o eixo microbioma-intestino-cérebro.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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