Bactérias estão envolvidas no rompimento prematuro das águas

Estudo publicado na revista “Plos One”

13 janeiro 2014
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Um número elevado de bactérias no local onde as membranas fetais rompem pode ser o motivo pelo qual as “águas” rompem precocemente em algumas mulheres, dá conta um estudo publicado na revista “Plos One”.
 

As membranas fetais, que são compostas por duas camadas de células fetais, âmnio e córion, desempenham um papel importante na gravidez. Cerca de um terço dos partos prematuros estão associados com uma rutura prematura das membranas (PPROM, sigla em inglês).
 

Estudos anteriores realizados pela mesma equipa de investigadores da Universidade de Duke, nos EUA, demonstraram que na presença de uma infeção o córion sofre uma maior morte celular, podendo esta camada de células estar mais fina nas mulheres que sofrem uma rotura prematura das membranas. Foi verificado que as mulheres com PPROM e infeção nas membranas fetais, a morte celular no córion era ainda maior, o que sugere a infeção pode estar envolvida na rutura prematura das membranas.
 

Neste estudo os investigadores decidiram analisar amostras do córion, para identificar a presença de um padrão bacteriano e a sua associação com o menor espessamento desta membrana. Foram recolhidas amostras de membranas de 48 mulheres que tinham tido uma rutura prematura das membranas, um parto pré-termo ou um parto de termo. Posteriormente o espessamento do córion foi medido, tendo também sido colhidas amostras de bactérias presentes nas zonas mais próxima e distante do local de rutura.
 

O estudo apurou que, na generalidade, o córion era mais fino no local próximo da rutura. Contudo, foi verificado que as mulheres que tinham sofrido uma rutura prematura das membranas eram as que tinham as membranas mais finas. Este menor espessamento da membrana não estava apenas presente perto do local de rutura, mas ocorria de uma forma generalizada.

Os investigadores constataram ainda que todas as membranas fetais continham bactérias, o que contradiz a ideia de que a membranas fetais são locais estéreis.
 

As pacientes que tinham sofrido uma rutura prematura das membranas eram as que tinham uma maior quantidade de bactérias, tanto no local da rutura como nos mais distantes. Foi verificado, em todas as participantes, que a quantidade de bactérias estava inversamente associada com o espessamento do córion.
 

“Ainda sabemos pouco sobre as alterações que ocorrem na membrana fetal na presença de bactérias, mas os nossos resultados sugerem que córion e o seu adelgaçamento podem ser os alvos destas alterações”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Amy P. Murtha.
 

A investigadora acrescentou que se determinadas bactérias estão associadas à rutura prematura das membranas, a sua presença pode ser monitorizada no início da gravidez e as mulheres podem ser tratadas com antibióticos para que o risco de PPROM seja diminuído.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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