Bactérias com maior mobilidade são menos infeciosas

Estudo publicado na revista “PLoS Pathogens”

29 fevereiro 2012
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As bactérias com maior mobilidade e que se multiplicam mais rapidamente são menos infeciosas do que as capazes de invadir e/ou destruir células do sistema imunitário, segundo um estudo publicado na revista “PLoS Pathogens”.

 

O estudo foi realizado por dois grupos de investigação, do Instituto Pasteur (França) e do Instituto Gulbenkian de Ciência e Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e dos quais fazem parte os investigadores portugueses João Gama e Eduardo Rocha, do Instituto Pasteur, e Francisco Dionísio, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e do Instituto Gulbenkian de Ciência.

 

Em declarações à agência Lusa, Francisco Dionísio explicou que com este estudo se demonstrou que as bactérias “com maior mobilidade, que se multiplicam mais rapidamente e que comunicam umas com as outras são menos infeciosas do que as que são capazes de invadir e/ou destruir células do sistema imunitário do hospedeiro”.

 

Como exemplo, o investigador citou o caso do Mycobacterium tuberculosis que, para causar tuberculose precisa apenas de 10 bactérias, enquanto são necessárias dezenas de milhões de células de Vibrio cholerae para causar cólera num hospedeiro”.

 

Os resultados do estudo, que abrangeu 48 espécies de bactérias patogénicas “têm implicações na saúde pública, já que ajudam a identificar padrões atuais na capacidade de infeção das bactérias, e contribuem para prever a evolução da capacidade de as bactérias provocarem infeção no futuro”, acrescentou Francisco Dionísio.

 

O estudo permitiu concluir que as bactérias que têm uma dose infeciosa baixa são as que conseguem invadir e destruir o sistema imunitário “porque penetram nas células do sistema imunitário”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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