Bactérias amigas

Poderão prevenir infecções respiratórias

04 junho 2001
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Cientistas finlandeses demonstraram que crianças que se alimentam de leite contendo “bactérias saprófitas” (leite probiótico) têm uma menor susceptibilidade para desenvolverem infecções respiratórias, inflamações da garganta e diarreias.
 

 

Trata-se do último de uma série de estudos que apontam os potenciais benefícios para a saúde humana, da ingestão de suplementos “probióticos”.
 

Este estudo abrangeu crianças finlandesas que frequentam o infantário, já que estas tradicionalmente estão mais vezes doentes do que aquelas que são educadas em casa.
 

 

Esta investigação que durou 7 meses, incluiu um total de 571 crianças (ente os 1 e os 6 anos de idade) que beberam um mínimo de 200 ml por dia de leite normal ou leite enriquecido com uma estirpe de Lactobacillus – um tipo de bactéria que se encontra naturalmente no nosso intestino.
 

 

Segundo os dados publicados na edição do dia 2 de Junho do “British Medical Jornal” (2001;322:1327-1329, 1318-1319) as crianças alimentadas com o suplemento de Lactobacillus apresentaram uma taxa de infecções respiratórias perto dos 40%, em comparação com os 50% de crianças que adoeceram entre o grupo que ingeria leite normal.
 

 

As crianças que consumiram leite probiótico apresentaram um menor absentismo da creche, e estavam menos dias com febre, corisa ou outro tipo de sintoma respiratório.
 

 

Embora outros estudos tivessem sugerido que dietas probióticas pudessem reduzir o número de alergias e de dores abdominais, este estudo não demonstrou nenhum tipo de diferença na frequência de sintomas alérgicos e intestinais entre os 2 grupos em estudo.
 

 

Segundo a autora deste estudo, Drª. Riitta Korpela da “Valio Reserch and Development” (Helsínquia, Finlândia) trata-se do “primeiro estudo a avaliar os efeitos a longo prazo de leite probiótico” e ainda segundo esta investigadora, “ficou demonstrado que alimentos probióticos poderão ser valiosos na manutenção da saúde e na redução do risco de infecção em crianças saudáveis”.
 

 

Mas antes de se seguir este conselho serão necessários muitos mais estudos para que se ateste a eficácia e a segurança de alimentos enriquecidos com “bactérias amigas”.
 

 

Fonte: BBC
 

 

Adaptado por:
 

David Ferreira
 

MNI - Médicos na Internet

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