Bactéria impede transmissão da malária

Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”

19 julho 2012
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Investigadores americanos modificaram geneticamente uma bactéria existente nos intestinos dos mosquitos e descobriram que o parasita que provoca a malária não sobrevive nos mosquitos infetados com a bactéria modificada, dá conta um estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
 

Os investigadores do Johns Hopkins Malaria Research Institute, nos EUA, explicam que bactéria, Pantoea agglomerans, foi modificada para secretar proteínas que são tóxicas para o parasita da malária, mas que não prejudicam o mosquito nem os humanos.
 

O estudo apurou que a bactéria modificada inibia o desenvolvimento do parasita da malária mais mortal para os humanos, o Plasmodium falciparum, em cerca de 98 %.
 

“Demonstrámos que a manipulação genética de bactérias que vivem em simbiose com os mosquitos pode ser utilizada para interferir com o desenvolvimento de Plasmodium falciparum nos mosquitos. Esta abordagem pode assim ser uma ferramenta importante no combate da malária. O objetivo final é evitar que o mosquito transmita o parasita da malária às pessoas", revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Marcelo Jacobs-Lorena.
 

A malária é uma doença evitável e curável, mas que pode matar, causada por parasitas transmitidos aos humanos por picadas de mosquitos infetados. Segundo o último relatório anual da OMS sobre a doença, estima-se que, em 2010, a malária tenha causado 655 mil mortos, principalmente crianças africanas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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