Bactéria hospitalar mortífera detetada nos EUA

Em Portugal ainda não há relatos

08 março 2013
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Ainda não foi detetada em Portugal a variante mortífera de uma bactéria de tratamento muito difícil que se está a propagar em hospitais dos Estados Unidos, revelou o coordenador do Programa Nacional de Prevenção de Resistências aos Antimicrobianos.
 

“Não temos nenhum relato em Portugal, nos últimos tempos, de casos relacionados com esta estirpe”, disse à agência Lusa José Artur Paiva.
 

O relatório sobre a bactéria mortal – "carbapenem-resistant enterobacteriaceae" (CRE) – foi realizado pela Vital Signs, uma publicação dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDCP) dos Estados Unidos.
 

O coordenador do Programa Nacional de Prevenção de Resistências aos Antimicrobianos salienta que a existência de bactérias de tratamento difícil “é algo que está monitorizado”.

 

José Artur Paiva disse que “em fevereiro foi assinado um protocolo entre a Direção-Geral de Saúde e o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge que torna este programa de vigilância mais eficaz”.

 

O programa tem duas metodologias: “uma, que já existia, que se destina a que os laboratórios de microbiologia, com periodicidade de três em três meses, ou pelo menos de seis em seis, relatem ao Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e à DGS os níveis de resistência de determinado nível de bactérias”.

 

O protocolo assinado em fevereiro “alarga este mecanismo de vigilância para um outro âmbito. Mantendo o relatório trimestral ou semestral de vigilância e ‘report’ [denúncia], criámos um sistema de relato imediato, [feito] no momento em que é isolado determinado grupo de bactérias, que é raro mas que é muito resistente”, explicou.

 

José Artur Paiva referiu que o primeiro sistema destina-se a bactérias “que têm algum nível de resistência, mas são já relativamente frequentes”.
“O segundo, de relato imediato para resposta rápida, é destinado a resistências raras, mas de elevado grau, para que a resposta seja mais rápida. O tipo de bactérias que está a propagar-se nos hospitais dos Estados Unidos “está incluído no segundo grupo”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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