Baço ajuda na recuperação de lesões resultantes de enfarte agudo do miocárdio

Estudo publicado na "Science"

06 agosto 2009
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Investigadores norte-americanos descobriram que o baço serve de reservatório de células imunológicas, os monócitos, essenciais à recuperação de tecidos lesionados num enfarte agudo do miocárdio, tendo o estudo sido publicado pela revista “Science”.

 

Os monócitos são um tipo de leucócitos produzidos na medula óssea e libertados no sangue. Os monócitos acumulam-se em feridas ou tecidos infectados, onde se diferenciam em macrófagos e células dendríticas.

 

Os investigadores do Massachusetts General Hospital, nos EUA, ao investigarem o processo de recuperação do coração, depois de terem induzido um enfarte agudo do miocárdio em ratinhos, descobriram que os monócitos acumulados nas lesões tinham origem no baço e o seu número era superior ao existente em todo o sistema circulatório.

 

O estudo revelou que nos ratinhos aos quais tinha sido induzido o enfarte agudo do miocárdio e retirado o baço não se observou um aumento significativo do número de monócitos na corrente sanguínea ou no coração.

 

Em declarações ao sítio ScienceDaily, o co-autor do estudo, Filip Swirski, revelou que este estudo mostrou claramente que os monócitos que se acumulam no coração após um enfarte agudo do miocárdio são provenientes do baço e que sem estes as lesões do tecido cardíaco não ficariam bem curadas".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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