AVC: novo dipositivo ajuda na reabilitação

Estudo realizado pela Universidade de Wisconsin-Madison

04 dezembro 2013
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A utilização de um novo aparelho de reabilitação para o acidente vascular cerebral (AVC), que converte os pensamentos em impulso elétricos, para mover as extremidades superiores, provocou melhorias na função motora e na capacidade dos pacientes realizarem as suas atividades diárias, refere um estudo levado a cabo pelos investigadores da Universidade de Wisconsin-Madison, nos EUA.
 

Neste estudo, os investigadores, liderados por Vivek Prabhakaran, desenvolveram um novo dispositivo de reabilitação, que integrou um sistema de estimulação elétrico-funcional, que é frequentemente utilizado para ajudar os pacientes com AVC a recuperar a função dos membros, e uma interface de estimulação cerebral, a qual fornece uma via de comunicação direta entre o cérebro e os dispositivos de estimulação periférica.  
 

No sistema de estimulação elétrico-funcional são utilizadas correntes elétricas para ativar as células nervosas nas extremidades paralisadas. Através da utilização de um computador e de elétrodos colocados na cabeça, o novo aparelho interpreta impulsos elétricos do cérebro e transmite a informação ao sistema de estimulação elétrico-funcional.
 

No estudo apresentado na reunião anual da sociedade de norte-americana de radiologia, os investigadores testaram este novo dispositivo em oito indivíduos que tinham um das mãos afetadas, na sequência de um AVC. A mão saudável dos pacientes funcionou como controlo. Apesar de terem recebido tratamentos padrão de reabilitação, os pacientes tinham vários graus de deficiências motoras residuais nas extremidades superiores. Cada paciente foi submetido a entre nove a quinze sessões de reabilitação, de cerca de duas a três horas de duração, e ao longo de três a seis semanas.
 

Os pacientes foram também submetidos a uma ressonância magnética funcional e a imagens por tensor de difusão, antes, a meio, no final e um mês após as sessões de reabilitação. O estudo refere que a ressonância magnética funcional é capaz de mostrar as áreas do cérebro ativadas durante a realização de uma tarefa. O segundo procedimento revela a integridade das fibras da substância branca que liga as áreas funcionais do cérebro.
 

Os investigadores constataram que os pacientes que tinham sofrido um AVC de intensidade moderada foram os que conseguiram obter, após as sessões de reabilitação, mais benefícios a nível da função motora. Os indivíduos diagnosticados com AVC moderado a severo também apresentaram melhorias no que respeita à capacidade de realizar as suas atividades diárias.
 

Através da análise de imagens recolhidas durante o processo e reabilitação, os investigadores constataram que ocorreu uma reorganização nas regiões do cérebro responsáveis pela função motora e um fortalecimento gradual da integridade das fibras.
 

“A nossa esperança é que este dispositivo não só reduza o tempo de reabilitação, mas também consiga um maior nível de recuperação dos pacientes”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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