AVC: identificada molécula que promove reparação do cérebro

Estudo publicado na revista “Nature Neuroscience”

29 outubro 2015
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Investigadores norte-americanos identificaram uma molécula, que após um acidente vascular cerebral (AVC), sinaliza o tecido cerebral para formar novas ligações de forma a compensar os danos e iniciar o processo de reparação do cérebro, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Neuroscience”.
 
O estudo levado a cabo pelos investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, pode conduzir ao desenvolvimento de um novo tratamento capaz de promover a reparação do cérebro e a recuperação funcional nos indivíduos afetados por um AVC, a principal causa de incapacidade grave a longo prazo em adultos.
 
O estudo, realizado em ratinhos, foi o primeiro a identificar o fator de diferenciação de crescimento 10 (GDF10, sigla em inglês), uma molécula que não tinha, até à data, nenhum papel conhecido no cérebro adulto.
 
Os investigadores começaram por determinar que moléculas se tornavam mais prevalentes no cérebro após um AVC. Adicionalmente foram listados todos os genes na qual a expressão estava aumentada ou diminuída.
 
Após terem constatado que o GDF10 poderia funcionar como um possível sinalizador da recuperação do cérebro, os investigadores analisaram esta molécula mais detalhadamente. Verificou-se que o GDF10, libertado após um AVC, promovia a capacidade das células cerebrais formaram novas ligações e identificou-se quais os sistemas de sinalização que controlavam o processo.
 
Os investigadores constataram ainda que o GDF10 regula uma coleção única de moléculas que melhora a recuperação após um AVC. Esta descoberta sugere que a regeneração do tecido cerebral após um AVC é um processo único, em vez de apenas uma reativação das moléculas que estão ativas no desenvolvimento cerebral.
 
"O cérebro tem uma capacidade limitada de recuperar após o AVC. A maioria dos pacientes fica melhor após o primeiro AVC, mas poucos recuperaram totalmente. Se os sinais que levam a essa recuperação limitada forem identificados e transformados num tratamento, poderá ser possível melhorar a reparação do cérebro após um AVC”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Thomas Carmichael.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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