AVC: desenvolvido novo instrumento de avaliação

Estudo da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra

17 junho 2013
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Um investigador de Coimbra desenvolveu um instrumento para avaliação das limitações motoras dos idosos após acidentes vasculares cerebrais (AVC).
 

Alberto Barata, da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), explica que o novo instrumento “vai permitir implementar ações terapêuticas no sentido de dar respostas mais adequadas às necessidades das pessoas”, justamente porque cruza informações de diferentes esferas de análise.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que este novo instrumento denominado por Protocolo de Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa após Acidente Vascular Cerebral (PAMPI-AVC) permite a recolha nos domínios físico-funcional, psicológico, espiritual e social, o que até aqui só era conseguido com o recurso a diferentes ferramentas de observação, em separado.
 

“Espera-se que das futuras ações de Enfermagem surjam ganhos mensuráveis em saúde e um contributo claro, objetivo e concreto para o bem-estar individual, das famílias e das comunidades de pessoas idosas após acidente vascular cerebral”, referiu o investigador.
 

“O PAMPI-AVC vai permitir avaliar tanto a perceção que o doente tem das dificuldades por que passa, como a que o profissional de saúde reconhece, no sentido de verificar a existência de eventuais desajustamentos entre a necessidade e a terapia”, diz ainda aquela instituição de ensino.
 

Alberto Barata fez uma avaliação a 88 pessoas após AVC, através deste novo instrumento de avaliação tendo verificado que, para uma grande maioria delas, o estado da visão se deteriorou significativamente: a dificuldade de ver coisas que estavam ao seu lado, identificada antes da doença por 6,7% dos inquiridos, passou a ser percecionada por 68,1% da amostra do estudo.
 

“A população idosa estudada valoriza, em primeiro lugar, o domínio espiritual (75,30 em 100 ) e só depois os domínios social (61,90 em 100), psicológico (53,74 em 100) e físico-funcional (33,15 em 100)”, sublinha a ESEnfC.
 

Dentro dos quatro domínios, a subcategoria da categoria “Relações de Proximidade” com pontuação mais alta é a “perceção da relação com os serviços de saúde” (84,38 em 100), acima da categoria “religiosidade” (77,43 em 100) e da “positividade do sentido de vida” (72,37 em 100).
 

O estudo dá ainda conta ainda que 45,4% dos indivíduos avaliados referiram perturbar-se com muita gente à sua volta, enquanto 23,9% disseram sentir-se desorientados. Cerca de 38% destas pessoas idosas percecionaram o respetivo estado de saúde como mau ou muito mau.
Foi ainda possível identificar outro tipo de alterações no domínio físico-funcional: as médias de força muscular foram reduzidas nas 88 pessoas idosas, um terço das quais disse sentir dor (valores superiores a 5 numa escala de 1 a 10).
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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