AVC: de que modo o cérebro se protege dos danos?

Estudo publicado na revista “Nature Medicine”

28 fevereiro 2013
  |  Partilhar:

Investigadores do Reino Unido descobriram como o cérebro se protege dos danos que ocorrem num acidente cerebral vascular (AVC), revela um estudo publicado na revista “Nature Medicine”.
 

“Demostrámos pela primeira vez que o cérebro tem mecanismos para se proteger e manter as células nervosas vivas”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Alastair Buchan.
 

O AVC ocorre quando o fluxo de sangue para o cérebro é interrompido. Quando isto ocorre, as células cerebrais ficam privadas de oxigénio e nutrientes que são vitais para o seu normal funcionamento e sobrevivência. Assim, quando um indivíduo sofre um AVC, as células cerebrais começam a morrer uma a duas horas após o AVC. O investigador explica que é por esta razão que é tão importante os pacientes serem imediatamente encaminhados para um hospital para que, com um tratamento adequado, ocorram menos danos nas células cerebrais.
 

Já há algum tempo que os cientistas tentam desenvolver neuroprotetores, ou seja medicamentos que tentam prolongar o tempo de o início dos danos e que ajudam os neurónios a recuperar dos danos sofridos.
 

Neste estudo investigadores da University of Oxford, no Reino Unido, identificaram pela primeira vez neuroprotetores endógenos ao remontarem a uma observação feita há 85 anos atrás. Desde de 1926, que se sabe que há neurónios presentes numa área do hipocampo que conseguem sobreviver sem oxigénio, enquanto outros presentes noutra área do hipocampo morrem perante estas condições. Até à data não se sabia por que motivo umas células sobreviviam e outras não.
 

Os investigadores descobriram que a produção de uma proteína específica, denominada por hamartina, permitia que as células sobrevivessem quando privadas de oxigénio e glucose, tal como acontece após um AVC. Foi demonstrado que as células morriam na outra zona do hipocampo devido à ausência da resposta à proteína. Os investigadores verificaram que a estimulação da produção de harmatina protegia os neurónios.  
 

O estudo apurou ainda a via através da qual a proteína atua nas células nervosas, de forma a ajudá-las a sobreviver a danos quando privadas de glucose e oxigénio.

 

Os autores do estudo concluem que o conhecimento do mecanismo biológico natural pode levar ao possível desenvolvimento de fármacos capazes de mimetizar o efeito da proteína.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Classificações: 3Média: 4.7
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.