AVC afectou 50 crianças e bebés portugueses em 2009

Dados da Unidade de Vigilância da Sociedade Portuguesa de Pediatria

18 fevereiro 2010
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Segundo a Unidade de Vigilância da Sociedade Portuguesa de Pediatria, ocorreram, em 2009, 50 acidentes vasculares cerebrais (AVC) em crianças, cinco dos quais no Hospital D. Estefânia. Todas as crianças sobreviveram.

 

Por ser raro, o diagnóstico do AVC pediátrico é uma tarefa complicada para os médicos e acaba muitas vezes por ser tardio, sendo a taxa de mortalidade elevada, sobretudo no primeiro ano de vida.

 

De acordo com as explicações dadas à agência Lusa pela neuropediatra Rita Silva, do Hospital D. Estefânia, as causas do AVC nas crianças diferem das dos adultos: enquanto no adulto, sobretudo no AVC isquémico, ele se deve principalmente à aterosclerose e a factores de risco, como hipertensão, diabetes ou colesterol, nas crianças as causas são múltiplas, sendo as mais prevalentes as disfunções cardíacas, doenças hematológicas, problemas nas artérias cerebrais, algumas doenças genéticas e metabólicas e infecções.

 

A médica defende, por isso, que as crianças que tenham doenças que propiciem o aparecimento de AVC sejam seguidas em centros especializados para “correctamente e no tempo certo irem sendo tomadas as medidas que reduzam o risco de AVC”. “Se as crianças estiverem em risco e forem submetidas a transfusões regulares, reduz-se o risco de AVC de 10% para 1%”, sustenta.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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