Avanços na prevenção do cancro da mama

Medir nível de hormona poderá determinar tratamento da doença

15 novembro 2002
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A criação de um método capaz de medir o nível de uma hormona de crescimento tumoral poderá ajudar a identificar que pacientes com cancro da mama podem ser submetidas à terapia convencional, segundo cientistas norte-americanos.
 

Esta é a principal conclusão de um estudo realizado por cientistas da Universidade do Texas e do Centro de Oncologia de Houston a quase 400 pacientes com cancro da mama.
 

 

Num artigo publicado pela revista The New England Journal of Medicine, os investigadores afirmam que o estudo determinou que as pacientes com altos níveis da proteína ciclina E nos respectivos tumores tinham 13 vezes mais probabilidades de morrer em 11 anos do que outras com níveis baixos.
 

 

O grupo de investigadores, liderado por Khandan Keyomarsi, da Universidade do Texas, assinala que a prova para determinar os níveis da proteína ciclina é oito vezes mais precisa que qualquer outro método usado no prognóstico da gravidade do cancro da mama nas suas primeiras etapas.
 

 

"Se for desenvolvida uma prova fácil de aplicar, esta poderá ter importantes implicações terapêuticas, sobretudo em pacientes que estão nas primeiras etapas da doença, muitas das quais recebem tratamento tóxico com escasso benefício", assinalam os investigadores no artigo.
 

Keyomarsi explica que a técnica também poderá ser aplicada ao cancro dos ovários ou dos pulmões.
 

 

Além disso, foi detectada a presença de altos níveis da proteína em cancros da bexiga e da pele, assinala.
 

A relação entre a proteína e o avanço do cancro foi descoberta quando os cientistas comprovaram que ao fim de cinco anos nenhuma das pacientes com níveis baixos tinha morrido.
 

 

Pelo contrário, as doze pacientes com níveis mais altos de ciclina E tinham morrido após esse período de tempo.
 

No entanto, num comentário que acompanhou o estudo, Robert Sutherland e Elizabeth Musgrove, do Instituto Garvan de Investigação Médica da Austrália, alertaram que é possível que a presença da proteína não constitua um indicador fiel de sobrevivência em caso de cancro da mama.
 

 

Assinalaram que é possível que os níveis de ciclina E sejam simplesmente um reflexo de outras alterações químicas directamente vinculadas ao crescimento do cancro da mama e sua propagação.
 

 

Fonte: Lusa
 

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