Avanço no estudo da malária

Estudo da Universidade do Algarve

16 julho 2015
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Investigadores da Universidade do Algarve (UALg) descobriram semelhanças nos mecanismos que regulam a reprodução no mosquito da malária e no homem, o que pode abrir novas perspetivas de estudo da doença.
 
“Descobrimos pela primeira vez que, na verdade, o sistema das alatostatinas [AST-A] dos mosquitos e o sistema Kisspeptina [KISS] dos humanos tiveram uma origem comum”, o que pode permitir, no futuro, o controlo da reprodução e alimentação de insetos que dependem do sangue para se alimentarem e reproduzirem, referiu à agência Lusa o investigador João Cardoso, que partilha com Deborah Power a responsabilidade deste estudo.
 
Desde 2009, oito investigadores do Centro de Ciências do Mar da UALg trabalham em colaboração com o Instituto de Medicina Tropical, neste estudo financiado pela Fundação Para a Ciência e Tecnologia (FCT).
 
A malária é uma doença para a qual não há cura e que é transmitida através da picada do mosquito fêmea do género Anopheles.
 
O controlo das populações de mosquitos que transmitem a malária é difícil e os mosquitos e insetos são cada vez mais resistentes aos inseticidas, que também têm efeitos nocivos para o ambiente, explicou o João Cardoso que espera que a investigação possa ajudar a encontrar alternativas.
 
“Vamos dar continuidade, porque agora aquilo que queremos fazer é produzir mosquitos mutantes e ver realmente se isto tem efeito na fisiologia do animal”, explicou João Cardoso, que espera conseguir impossibilitar os mosquitos de produzirem gerações viáveis.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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