Avaliada qualidade de vida de doentes com mieloma múltiplo

Estudo “Necessidades e Qualidade de Vida em Doentes com Mieloma Múltiplo e seus Cuidadores”

22 janeiro 2018
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O estudo “Necessidades e Qualidade de Vida em Doentes com Mieloma Múltiplo e seus Cuidadores” foi realizado junto de pessoas em tratamento no Hospital de Braga, Centro Hospitalar do Porto e Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, sendo que, entretanto, este projeto está a replicar-se no centro hospitalar de Coimbra, bem como no IPO de Lisboa.
 
O mieloma múltiplo é uma doença maligna do sangue, que se desenvolve a partir de células linfoides maduras denominadas plasmócitos (um tipo de glóbulos brancos) que têm origem na medula óssea.
 
Em declarações à agência Lusa, a coordenadora do projeto, Maria da Graça Pereira, apontou que “a não satisfação das necessidades de saúde emocional dos doentes com mieloma múltiplo associaram-se a uma pior qualidade de vida em todos os domínios avaliados: sintomas da doença, efeitos secundários, imagem corporal e perspetiva de futuro”.
 
Foram estudadas 70 pessoas com mieloma múltiplo com uma média de 68 anos, sendo a maioria do sexo feminino, com o diagnóstico feito em média há 68 meses (cinco/sete anos). 42% encontravam-se empregados e os restantes desempregados ou reformados. Também participaram ainda 50 cuidadores de pessoas com mieloma múltiplo, 70% dos quais eram do sexo feminino.
 
Maria da Graça Pereira destacou que mais de 40% dos doentes referiu ter necessidades ao nível de informação, seguindo-se as necessidades emocionais e financeiras “também com uma expressão significativa”.
 
“Por sua vez, as necessidades não satisfeitas relativas ao acesso ao tratamento médico associaram-se a uma pior qualidade de vida relativa à perspetiva de futuro”, acrescentou a também investigadora da Universidade do Minho, apontando “são necessários apoios psicossociais, apoios por parte da comunidade e políticas que possam financeiramente ajudar os doentes”.
 
Quanto aos cuidadores – 40% eram filhos do doente, 39% cônjuges e 21% outros familiares – a responsável frisou que são pessoas que “necessitam de estar bem para cuidar porque são cuidadores informais que não receberam formação para lidar com situações de doença crónica”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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