Avaliação ao estado nutricional dos doentes arranca em abril

Programa arrancará inicialmente em duas unidades do SNS

02 abril 2019
  |  Partilhar:
A avaliação ao estado nutricional dos doentes internados vai arrancar em abril em duas unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), sendo alargada aos restantes hospitais durante o segundo semestre, anunciou a tutela.
 
“Esta medida, que tem potencial para envolver cerca de 800 mil doentes por ano, é um passo essencial na implementação de uma estratégia de combate à desnutrição hospitalar, promovendo a recuperação dos doentes e o aumento da qualidade de vida”, afirma o Ministério da Saúde em comunicado.
 
Em declarações à agência Lusa, a diretora do Programa Nacional para Alimentação Saudável, Maria João Gregório, adiantou que a avaliação do risco nutricional vai iniciar-se em abril na Unidade Local de Saúde do Alto Minho e no Centro Hospitalar de Lisboa Central.
 
A identificação do risco nutricional vai avançar com estas duas experiências-piloto, mas o objetivo é que durante o segundo semestre todos os hospitais já tenham executado o que está definido no despacho publicado em 2018 que define que esta avaliação deve ser feita a todos os doentes que são internados nos hospitais do SNS, adiantou a responsável.
 
Para Maria João Gregório, “é extremamente importante” identificar precocemente estas situações para que a prestação de cuidados nutricionais seja “a mais adequada”.
 
“A desnutrição hospitalar está associada a piores resultados de doença e do tratamento, está associada a internamentos mais longos, com pior recuperação dos doentes e com impacto na qualidade de vida e tudo isto também acarreta custos”, sublinhou.
 
Segundo Maria João Gregório, o objetivo da medida é promover uma identificação precoce destes casos para que os doentes possam ter um plano de cuidados ajustado àquilo que são as suas necessidades e melhorar o seu estado nutricional.
 
“Sabemos que isto pode ser determinante para ter melhores resultados nestes doentes”, sublinhou.
 
A prevalência da desnutrição em doentes internados estima-se ser entre 20% a 50%, sendo que a sua identificação precoce “irá trazer ganhos em termos de qualidade de vida e na recuperação do estado de saúde, podendo ainda contribuir para reduzir úlceras de pressão e reduzir custos, uma vez que a desnutrição está associada a internamentos mais longos, afetando sobretudo os mais idosos”, refere o Ministério da Saúde.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Comentários 0 Comentar