Auto-estima varia ao longo da vida

Adolescentes e mais velhos são os grupos de risco

09 outubro 2002
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A opinião sobre nós mesmos parece variar ao longo da vida, com maior grau de auto-estima durante a infância e em meados da idade adulta e menor durante a adolescência e velhice.
 

 

O estudo da Universidade da Califórnia, EUA, teve por base a uma sondagem feita na Internet a mais de 326 mil pessoas, entre os nove e os 90 anos.
 

 

Em declarações à Reuters, Richard W. Robins, líder da investigação, explicou que, ao longo da vida, existem períodos críticos no desenvolvimento, que conduzem a uma descida da auto-estima. São eles, segundo o investigador, a adolescência e a velhice. «Ao invés de especular se a auto-estima diminui ou não durante a adolescência e velhice, deveríamos debruçar-nos no que é comum em ambos períodos, ou seja, nas rápidas mudanças de índole social e biológica», apontou o cientista.
 

«Talvez quando o contexto social e os nossos corpos atravessam períodos de mudanças drásticos, a consequência mais provável é a perda de auto-estima».
 

 

Da análise do estudo, os investigadores concluíram que durante a adolescência ambos os sexos informaram atingir níveis de satisfação inferiores de auto-estima e esta diminuição foi quase o dobro entre as raparigas em comparação com os rapazes. «Isto significa que algum aspecto da experiência adolescente afecta de forma adversa a auto-estima, no entanto, o processo é mais intenso entre as mulheres», apontaram os cientistas lembrando as grandes manifestações físicas que ocorrem durante a puberdade, as quais afectam mais as jovens.
 

 

Em geral, a auto-estima aumenta depois da adolescência.
 

Tudo começa com a vida universitária para alcançar o ponto máximo na metade dos 60 anos, contrariando a voz do povo que intitula a «crise da meia idade».
 

Os níveis de auto-estima descem dramaticamente entre os 70 e 80 anos, no entanto, as mulheres apresentam ter ligeiramente mais auto-estima que os homens.
 

 

Os cientistas não investigaram a razão pela qual a auto-estima diminuí durante a velhice, mas indicaram a perda do cônjuge, a falta de apoio social, a deterioração da saúde física e mental, assim como a situação socio-económica, como factores que podem levar a este declive.
 

 

Para o investigador é urgente encontrar mecanismos de apoio para estas pessoas - que atravessam etapas do desenvolvimento – com perdas ao nível da de auto-estima, tais como dar mais apoio aos adolescentes e aos mais velhos.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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