Autismo tem vindo a aumentar

Doença debatida nos EUA

03 fevereiro 2004
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O autismo está na ordem do dia nos Estados Unidos. Enquanto uns defendem que esta deficiência cognitiva tem vindo a aumentar exponencialmente nos últimos anos - triplicando entre 1987 e 1998 e duplicando nos últimos quatro anos -, outros há que garantem existir apenas uma maior visibilidade do problema. Uma coisa é certa: o número de casos registados aumentou.Está assim reinstalada uma velha questão que, há já algum tempo, vem gerando estas duas correntes de opinião. Como em tudo relacionado com o autismo, não há acordo quanto ao que de facto está a acontecer. Portia Iversen, fundadora da organização Cure Autism Now, que financia a investigação para a cura da deficiência, considera estar-se perante «uma grande emergência de saúde pública, uma crise». Mas para outros técnicos, como o epidemiologista Eric Fombonne, da McGill University, o que aconteceu foi uma melhoria dos testes de despistagem.Actualmente, pelo menos dez crianças em cada dez mil são autistas típicos, o que no universo americano representa 1,5 milhões. Ao serem também consideradas as perturbações globais do desenvolvimento, a percentagem é de 30 crianças em cada dez mil. Em todos os estudos epidemiológicos verifica-se existirem quatro a cinco rapazes com autismo para uma rapariga.Os estudos até agora realizado apontam para diferentes causas para o autismo. Um atribui à vacina MMR (contra o sarampo, parotidite e rubéola) a sua origem. «Segundo a organização Mundial de Saúde, não está cientificamente provado que a MMR faça surgir o autismo. E que na dúvida, é melhor vacinar as crianças contra estas doenças que podem ser extremamente perigosas», sustenta Isabel Cottinelli Telmo.Outros estudos atribuem a origem do autismo ao thimerosal, um conservante para vacinas que contém mercúrio. Outros ainda, a medicamento tomados pelas mães durante a gravidez, como por exemplo o Pitocin (utilizado para precipitar o parto), ou mesmo a aditivos acrescentados aos alimentos. O Instituto Nacional para a Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano dos Estados Unidos afirma que «as últimas investigações sugerem que o autismo tem uma forte componente hereditária». Mas nada está, por enquanto, provado.Fonte: Diário de Notícias

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